Todos nós sabemos o quanto a prática de uma atividade física é importante para nosso bem estar físico e mental, porém será que estamos aptos a iniciar um exercício físico sem que esta cause prejuízos a nossa saúde? A avaliação física é de grande importância antes de iniciar uma atividade, nela podem ser identificados fatores que possam prejudicar a prática e em vez de encontrar saúde, podemos desencadear lesões.

A natureza humana que é bastante adepta aos desafios e a procura de experiências únicas em lugares únicos, fez com que atividades como o Trekking e o Hiking tivessem um crescimento significativo de praticantes, de diferentes faixas etárias, formações culturais e níveis sociais.

Com a grande procura por essas práticas ao ar livre, é importante lembrar do papel do Fisioterapeuta e do Educador físico. É preciso levar em consideração patologias ou problemas ortopédicos, de cada indivíduo praticante, analisar a prática esportiva, os padrões de movimento e a sobrecarga, para evitar lesões ou qualquer outro problema que o impossibilite de praticar a atividade.

A avaliação de um Fisioterapeuta tem como objetivo triar o estado de saúde, identificar fatores biomecânicos que possam predispor você a algum tipo de lesão, traçar um plano preventivo ou de tratamento e planejar ações que levem a uma melhora quanto ao desempenho na prática do esporte escolhido.

Falando especificamente das atividades de longas distâncias (Trekking), uma boa base cardiovascular é um requisito básico para iniciar na caminhada em montanha, outro ponto chave, é o treinamento de força e resistência muscular. É importante identificar e corrigir os desequilíbrios e as fraquezas musculares.

Embora pensemos que estamos aptos para realização de um esporte por não termos dores ou lesões e que uma avaliação de um fisioterapeuta não se faz necessária, podemos estar equivocados.

A prática de atividades físicas é realmente de grande importância para nossa saúde e bem estar, e quando bem orientada e bem realizada os benefícios são ainda melhores.

Uma equipe que conta com esses dois profissionais, tem total suporte para discutir, orientar e planejar exercícios personalizados para uma prática ainda mais saudável e com menos riscos.

Nós simplesmente jogamos “fora”, mas fora onde, se tratando do planeta terra que estamos todos dentro?

Mais de 60% dos objetos e recipientes de plástico são utilizados uma única vez. A percentagem de plásticos que são reutilizados ou reciclados é mínima, então, o que acontece com o restante?

Se não for para reciclagem ou para um aterro sanitário, o destino é o oceano.

Estima-se que algo em torno de 25 milhões de toneladas de lixo entram nos oceanos todo ano. Segundo a ONU, de 60% a 80% de todo o lixo no mar é plástico e um dos lugares mais problemáticos é o giro do Pacífico Norte ou Depósito de lixo do Pacífico ou chamado também de Grande Sopa de lixo do Pacífico, que é uma grande corrente marítima formada pelos ventos e as marés, onde converte grande parte de todo material que é jogado no mar.

O mesmo acontece no oceano Atlântico, no giro subtropical do Atlântico Norte e em várias outras regiões pelo globo.

Entre os grandes desafios ambientais que existem, o plástico foi eleito pela ONU Meio Ambiente como o maior deles. A produção desenfreada de embalagens, junto aos baixos índices de reciclagem (9%) e reaproveitamento (menos de um quinto) estamos produzindo continentes de plástico. As principais estimativas apontam que, até 2050, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos.

E o maior problema desse tipo de material é que ele não se degrada como os materiais orgânicos, ele permanece no mundo, flutuando ou suspensos na atmosfera, ou seja, aquela garrafa PET irá continuar existindo, mesmo após o seu descarte e em média mais de 400 anos.

Outro dado importante é que 44% das aves marinhas e 22% dos cetáceos (como as baleias), encontrados nas praias tem pedaços de plástico em seus tratos digestivos. Calcula-se que cerca de 46.000 peças de plástico flutuam por quilômetro quadrado.

O lixo produzido afeta toda a fauna, dentro e fora dos oceanos, incluindo espécies de tartarugas marinhas, inúmeros animais em extinção e obviamente os peixes, que por sua vez compõe a refeição do ser humano. Isso quer dizer que você tem plástico em seu corpo? Certamente sim, um estudo apresentado no 26º Congresso Europeu de Gastroenterologia, em Viena, revelou que estamos ingerindo regularmente pelo menos 9 tipos de plásticos diferentes, sem nem ao menos darmos conta do problema.

Pesquisadores da universidade de medicina de Viena e da Agência de Meio Ambiente da Áustria monitoraram um grupo de participantes de oito países diferentes, os cientistas descobriram que todas as amostras de fezes coletadas nos mais variados pontos do planeta continham microplásticos, que é algo ainda pior, por conseguir absorver substâncias altamente tóxicas e venenosas tais como o mercúrio.  O que os cientistas chamam de microplásticos são partículas de menos de 5 milímetros, criados a partir da quebra de pedaços maiores.

Um ponto importante dessa pesquisa é que alguns deles não consumiam peixes ou frutos do mar, após falarem sobre seu diário alimentar revelaram que todos os participantes foram expostos ao material, seja pelo consumo de alimentos embrulhados ou simplesmente por beberem líquidos em recipientes de plástico.

Para um problema tão complexo e urgente, a solução tem que envolver diversas pessoas físicas, jurídicas e também o poder público, afinal já somos 7 bilhões de pessoas no mundo, usufruindo dos recursos naturais da Terra incessantemente, dia após dia.

Então, o que podemos fazer para melhorar ou mudar esse cenário?

A única maneira de acabar com essa loucura é buscar alternativas para itens vendidos em recipientes plásticos, mas sabemos que grande parte das embalagens são feitas neste material, por ser barato e fácil descarte, então segue abaixo algumas dicas e medidas de como reduzir seu consumo diário.

  1. Carregue sacolas retornáveis quando for às compras.
  2. Adote um carrinho de feira.
  3. Evite embalagem excessiva de alimentos.
  4. Use garrafa de alumínio para tomar água.
  5. Diga não aos canudos de plástico.
  6. Diga não aos talheres e copos descartáveis.
  7. Conheça e envie para a reciclagem todo material plástico que utilizar em casa.
  8. Utilize potes de vidros ao invés dos de plástico.
  9. Escolha materiais de descarte biodegradáveis.
  10. Se não for possível reciclar ou reutilizar, recuse!

Em “Oceano de Plástico”, cujo trailer oficial podemos ver  abaixo, é um documentário de aventura filmado em 20 diferentes regiões ao longo de quatro anos. Os exploradores Craig Leeson e Tanya Streeter, que têm uma ligação especial com o oceano, juntamente com uma equipa de cientistas internacionais, falam-nos, precisamente, da poluição do plástico, as suas causas, consequências e soluções para o futuro.

Assista ao documentário disponível na Netflix clicando aqui!

Faça a sua parte: recicle, reutilize e, acima de tudo, se puder, não compre plástico descartável.

Compartilhe essa matéria para sensibilizar outras pessoas sobre a poluição!

 

Querer viajar todo mundo quer, mas muitos ficam só na vontade por falta de um bom planejamento financeiro e logo avisam “quero viajar, mas estou sem grana”.
Veja algumas orientações para que você saiba exatamente quanto dinheiro deve economizar, quanto levar para gastar no local e o que fazer para não voltar para casa no vermelho.

1 – Comece a economizar

O primeiro passo para viajar é, obviamente, ter algum dinheiro guardado!

Quanto mais precisão melhor, só assim você vai ter a exata noção de quanto gasta. Mas eu sei as contas que pago certo? Claro que sabe as principais e mais “pesadas” contas de cabeça, mas quando gastamos em pequenas quantidades, a tendência é não lembrar dos pequenos valores. Por isso é importante anotar. E o melhor é que, com o tempo, vai ficando mais fácil anotar.

Assim sendo, não subestime o preço daquele “cafezinho da firma” todo dia de manhã, certo?

A partir daí, faça uma análise do que pode ser cortado ou diminuído, a fim de poupar algum dinheiro mensalmente. O ideal é que essas economias girem em torno dos 10% da renda total da família.

2 – Prioridade

Seja sincero: O que é prioridade para você? Coloque sua viagem como prioridade na hora de fazer seu planejamento e redirecione o dinheiro que seria usado para coisas sem importância para sua caixinha da viagem, poupança da viagem ou investimento.

O barzinho de todo final de semana, pode passar de todo final de semana para somente dois finais de semana e a outra metade que você gastaria vai para sua viagem.
É possível sim! Esse dinheiro vai render experiências culinárias ótimas em outro destino, outro lugar, outras pessoas! Depois, quando voltar você vai no mesmo bar compartilhar com seus amigos tudo que viveu em sua viagem.

Nos dois finais de semana que ficar em casa, aproveite para fazer maratonas de série na Netflix. Isso serve para tudo que é possível reduzir custos.

3 – Descubra a melhor forma de pagar sua viagem

Quando se fala em custos de viagem, a antecedência na compra de pacotes garante sempre o menor preço, e além disso você pode ficar longe dos juros do cartão de crédito.
Em algumas agências de viagem como é o caso da Pegada Ecoturismo você tem a possibilidade de dividir a sua viagem sem juros até a data que a viagem em questão será realizada, então quando você compra uma viagem que será realizada daqui à 8 meses por exemplo, você pode além de garantir o melhor preço pela antecedência, pode ficar longe dos juros do cartão de crédito e dividir no boleto em 8x sem juros. Você economiza na viagem e não utiliza seu cartão.

4 – Defina seu destino de viagem

Já sabe pra onde ir? Não se esqueça que a escolha do destino pode ser determinante pra sua viagem se manter dentro do planejado. Cada lugar implica em um gasto diferente, já que os preços de passagem, acomodação, alimentação e atividades irão variar.

Se você está no Brasil, viajar pela América do Sul tende a ser mais barato. Ainda assim, você gastará mais indo para o Chile do que para a Argentina, por exemplo. Uma viagem para Europa costuma ser mais cara, mas pode ser viável com uma passagem em promoção.

Lembre-se que passagem aérea é um dos maiores pesos no orçamento da viagem. Por isso, pesquise com antecedência e fique de olho nas promoções.

5 – Saiba quanto de dinheiro precisa ter para realizar sua viagem

Definiu seu destino? Então levante os custos para entender quanto dinheiro você precisa ter e qual o tempo para conseguir o valor total.
Coloque o valor de cada item em uma planilha e entenda os custos de passagens, seguro viagem, alimentação, hospedagem, visto, vacinas, itens para levar, gastos extras e demais custos com transporte local, tickets de pontos turísticos.

Com essa previsão você consegue entender quanto de dinheiro você precisa, quanto tempo tem pra juntar e quais outras possibilidades você tem, como por exemplo: Juntar o dinheiro da viagem e parcelar as passagens no cartão ou boleto.

6 – Defina um orçamento

Com a estimativa de gastos em mãos, defina, por fim, seu orçamento de viagem. Nesse documento, você determina o teto máximo de quanto pode gastar em cada categoria, considerando suas possibilidades financeiras. Seu orçamento deve prever também uma quantia para as pequenas despesas rotineiras de uma viagem — como lembranças para amigos e parentes, água etc.
Criar um orçamento permite saber o custo total da sua viagem. Dessa forma, pode partir para a etapa seguinte do planejamento: saber a reserva financeira que precisará criar para ter o valor necessário, a fim de viajar sem apertos. É essencial ter em mente quanto você precisará guardar por mês para fazer a viagem que sempre sonhou sem prejudicar as finanças.

7 – Utilize suas milhas

Para quem utiliza muito o cartão de crédito na sua rotina, vale a pena também fazer uso dos programas de fidelidade.
Com eles, é possível trocar seus pontos acumulados por milhas aéreas, entre outros prêmios. Isso ajudará à bancar parte das despesas da viagem, como é o caso das passagens aéreas ou aluguel de veículos, por exemplo.

Para ter certeza sobre como proceder, faça um levantamento dos seus pontos em cada cartão. Não se esqueça de que os pontos têm uma data para expirar. Pesquise também quais benefícios pode receber de cada um deles.

8 – Considere a melhor data para sua viagem

A melhor época para viajar é fora de temporada, ou seja, distante das férias escolares e dos feriados, isso já vai reduzir absurdamente seus custos em todos os aspectos! Os preços são mais baixos, as passagens são muito mais baratas e você vai encontrar também acomodações mais em conta.
Se você é fã do “agito” e adora viajar para locais badalados na alta estação, prepare seu bolso!

Viu como é fácil viajar sem enrolar a sua vida financeira?

Com esses 7 passos bem feitos, sua viagem vai acontecer e você vai se sentir muito recompensado, verá que vai valer a pena cada pequeno esforço feito nas mudanças de seus hábitos.
Tudo é uma questão de planejar direitinho o que você deverá gastar e, durante a viagem, não ultrapassar os limites estabelecidos.

Deixe um comentário no post contando como você realiza o planejamento financeiro para viagens, e compartilhe outras dicas que você tem sobre este tema!

O chamado ecoturismo é um seguimento de atividade que, em primeiro lugar, promove o reencontro do homem com a natureza de forma a compreender os ecossistemas que mantêm a vida. As atividades são desenvolvidas através da observação do ambiente natural, através da transmissão de informações e conceitos ou através da simples contemplação da paisagem.

No turista, este processo auxilia no desenvolvimento da consciência da própria existência em equilíbrio na natureza, visando ainda a manutenção da qualidade de vida das gerações atuais e futuras. Este aprendizado permite que o turista tenha a possibilidade de transformar e renovar seu comportamento cotidiano. A realidade urbana com a qual o turista convive rotineiramente, passa a ser questionada gerando reflexões sobre poluição destes grandes centros, manutenção de áreas verdes, destinação e reciclagem de lixo e qualidade de vida. Objetiva-se, assim, a incorporação e tradução destas reflexões na forma de comportamento e posturas no seu ambiente de origem.

Neste crescimento do setor de turismo ecológico há cada vez mais pessoas iniciando em atividades ao ar livre, buscando por uma melhor qualidade de vida e bem-estar, o que aumenta a responsabilidade das empresas que estão no mercado, por conta do tipo de introdução que a empresa faz deste novo aventureiro ao ambiente natural.

Entendemos que esta introdução não é simplesmente levar o turista para fazer uma trilha pela primeira vez na vida, é preciso informar antes e conscientizar durante a atividade, para que depois da mesma, reflita em uma nova educação, de respeito para com o ambiente natural, todos os seres vivos encontrados pelo caminho e à sua própria vida.

Por isso que a Pegada Ecoturismo existe. Para proporcionar experiências incríveis junto à natureza e ORIENTAR, educar, contribuir com boas práticas, com CONSCIÊNCIA de riscos e quanto um “desafio” sem experiência pode custar caro. Ou até mesmo a VIDA! Por isso VALORIZAMOS e buscamos valorização deste mercado de ecoturismo, dos profissionais que trabalham no meio, com profissionalização e foco na SEGURANÇA. Brasileiro precisa confiar, respeitar e assim, fomentar o crescimento do segmento no país.

É preciso promover programas sérios e infra-estrutura segura e profissional, oferecendo e praticando a educação ambiental de forma multidisciplinar com guias e condutores especializados. O desenvolvimento de roteiros e programas diferenciados a vários tipos de ambientes, associadas à transmissão de informações e conceitos, levam com relativa facilidade ao aprendizado. Mas o grande legado deixado no turista é a compreensão e a consciência da importância de se preservar o ambiente natural, a história e a cultura dos lugares de visitação.

O ecoturismo no Brasil vem crescendo muito nos últimos anos.

A conscientização sobre a preservação e a necessidade do contato com a natureza tem feito muitas pessoas buscarem esses destinos no mundo todo.

Este tipo de turismo responsável tem grande importância sócio-ambiental, econômico e cultural. Desenvolver o ecoturismo de forma responsável aliada a preservação, ainda é um desafio no Brasil.

Confira abaixo algumas dicas importantes para ser um Ecoturista consciente e responsável.

Planejamento é fundamental

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
Viaje em grupos pequenos. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
Evite viajar para áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar o seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

Cuide das trilhas e dos locais de acampamento

Mantenha-se nas trilhas pré determinadas, não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
Não cave valetas ao redor das barracas, escolha o melhor local e use um plástico sob a barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque vegetação, nem remova pedras ao acampar.

Traga seu lixo de volta

Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!
Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalação sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 m de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover vegetação.

Deixe cada coisa em seu lugar

Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Resista à tentação de levar “lembranças” para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias.

Não faça fogueira

Fogueiras matam o solo, agridem física e visualmente os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais.
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira.
Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira.
Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem.
Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão.
Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

Respeite os animais e plantas

Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
Não alimente os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos.
Não retire os animais silvestres do seu habitat natural, muito menos os maltrate.
Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.

Seja cortês com outros visitantes

Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.
Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência.
Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados.
Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Você é responsável por sua segurança

O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.
Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure clubes excursionistas, escolas de escalada, etc.
Tenha certeza de que você dispõem do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Leve sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.

Contrate um guia

Escolha ir sempre acompanhado de alguém que conheça o caminho e tenha experiência ou contrate um guia. Respeite e siga sempre as orientações do condutor. Ele está ali para assistir, orientar e conduzir as pessoas ou grupos durante os passeios. Contratar um guia de turismo capacitado pode ser o elemento mágico para tornar sua viagem ainda melhor. Algumas pessoas acham que o guia simplesmente apresenta o lugar e roteiros. Mas, no fundo, ele faz muito mais do que isso, ele conhece bem a região e os atrativos, vai poder te passar informações de onde oferece segurança para entrar ou não, aquela sugestão que você não sabia ou não havia dado importância, mas que vale a pena e pode deixar seu passeio ainda melhor. Esses são alguns de muitos motivos para contratar um guia.

Contato com a natureza traz benefícios a saúde e são essenciais para o crescimento da criança. Atualmente muitos fatores externos contribuem para que as crianças cresçam em um mundo distante do contato com o que é natural.

No Brasil, mais de 80% da população vivem em cidades e quase metade não se sente segura na cidade em que mora. Nos centros urbanos as crianças passam 90% do tempo em lugares fechados, 40% das crianças brasileiras passa uma hora ou menos brincando ao ar livre.

Os hábitos e atividades na infância mudaram muito nos últimos anos por conta de nossas vidas estarem tão enclausuradas entre quatro paredes em casa, na escola e trabalho. Quintal e jardim já não são tão comuns assim e cada vez mais fica mais difícil o acesso a parques, gramados, riachos e o contato com a natureza.

Em meio à uma era tecnológica é difícil não encontrar hoje uma criança conectada a celulares, tablets e notebooks. Por mais que tal comportamento tenha se tornado cada vez mais comum, é importante fazer o questionamento se o uso do equipamento eletrônico está fazendo bem ao pequeno ou se está apenas roubando-lhe o tempo.

Entramos e saímos de “caixas” carro, escola, casa, prédio. Some-se a isso, o maior tempo gasto na frente das telas eletrônicas. Mas se nos tornamos cada vez mais conectados e temos pouco acesso à natureza, devemos ficar atentos aos problemas que os eletrônicos podem trazer e especialmente como afetam a criança e seu desenvolvimento.

A gente sabe que criança precisa de vitamina “S”. Aquela do “S” de sujeira, de terra, de contato com a natureza e com o meio ambiente!

Há quem acredite que a globalização não interfira no crescimento de uma criança, mas qualquer distância que ela tiver da natureza pode ser prejudicial à saúde. Acredite.

O fato das crianças viverem “emparedadas”, em uma rotina em que ela fica fechada e consista apenas em ir para casa, escola e shopping, por exemplo, pode causar sérios problemas.

Mas, mais importante do que ressaltar como pode ser prejudicial a falta da natureza no cotidiano de uma criança, é preciso apontar quantos benefícios o contato com o meio ambiente pode trazer e ajudar no crescimento. Os benefícios variam de acordo com a idade, mas em contato com a natureza a criança desenvolve o brincar mais criativo e autêntico e descobre dentro de si o que a motiva.

O simples fato da criança brincar ao ar livre jardins, quintais e parquinhos, por exemplo, pode trazer melhorias em aspectos físicos, desenvolvendo capacidades motora, mentais, emocionais e até espirituais, por perceberem que fazem parte de algo maior.

Estar em comunhão com o meio ambiente e entender o que ele significa pode trazer tranquilidade e inspiração para os pequenos. A natureza é o espaço de pertencimento da criança, é ali que ela vai explorar os sentidos, descobrir o novo, aprender brincando e observando e evoluir como ser humano.

Mas para a criança desenvolver o gosto por brincar na natureza, ela precisa receber um estímulo. Os pais são referência e por isso precisam inspirar no filho, essa admiração pela natureza, por brincar ao ar livre. Desta forma nascerá a paixão na criança e o respeito pelos bens naturais.

Só é preciso um esforço dos pais para fazer pequenas mudanças e incluir tempo ao ar livre na rotina das crianças. Leve o seu filho para fazer uma trilha, conhecer uma cachoeira, observar as aves. Inclua o pequeno em atividades em contato com o meio ambiente. Esse contato desperta o lado bom nas crianças, traz conhecimento e estimula o tato, audição e visão, acalma a criança e só traz benefícios.

Além da natureza ser importante para a saúde da criança, a criança é essencial para a saúde da natureza. Afinal, elas são como sementes que, no futuro, germinarão e florescerão. Por isso, desde pequenos, precisam compreender o papel do meio ambiente na vida cotidiana. Desta forma, irão cuidar, proteger e preservar todos os bens naturais e garantirão o próprio bem-estar.

Criança não é feita para ficar parada, criança gosta de correr e de liberdade. Aos adultos, basta apenas permitir que esse encontro aconteça. Todos ganham: a criança, a sociedade e nosso planeta.

É bom lembrar que isso também é excelente para adultos, passar um tempo em contato com a natureza, fazendo caminhadas ao ar livre é ótimo para todos. Não é necessário se livrar de todo tipo de tecnologia e se mudar para o campo para cuidar melhor dos pequenos. Investir em um pouco mais em atividades ao ar livre já é suficiente para cumprir essa missão.

Carnaval chegando, feriadão, malas prontas e muita vontade de aproveitar ao máximo os dias de folia!

Fazer uma viagem é algo prazeroso e está na lista de prioridades de muitas pessoas para o período de férias. Muitos trabalham o ano todo apenas pensando nesses dias, onde estarão longe de casa e da rotina, buscando apenas diversão e um pouco de sossego. Porém, é preciso ter cuidados com a saúde durante a viagem. Assim, este período tão esperado não se torna uma tremenda dor de cabeça.

Da mesma maneira que fazemos um check-up em nossos carros antes de pegar a estradas, precisamos tomar uma série de cuidados para não sermos traídos pela nossa saúde quando estivermos a passeio.

Faça um checkup médico

Você não quer ter uma surpresa desagradável quando estiver longe de casa e dos seus médicos, não é mesmo? Então, antes de meter o pé na estrada, é primordial que você faça um check-up completo. Esse é um dos principais cuidados com a saúde durante a viagem.

Se você tem alguma doença pré-existente como diabetes, asma, doenças cardíacas, hipertensão, epilepsia ou outras doenças crônicas requerem cuidados especiais, aproveite a consulta com um médico para atestar a permissão para sua viagem, além de lembrar-se de carregar o seu remédio de uso continuo, e verificar a validade do seu plano de saúde.

Preste atenção na alimentação

Passar horas viajando requer que você tenha um amplo controle do seu sistema digestivo. Ninguém quer passar mal justamente no deslocamento ou até pior: no seu destino paradisíaco!

Pegue leve nos seus pratos nos dias anteriores, fuja de comidas muito condimentadas, gordurosas ou de cozinha que você desconhece. É hora de investir em frutas, legumes e carnes magras.

Visite seu dentista

A maioria das pessoas nem pensa nisso, mas é algo essencial antes de viajar. Imagine estar curtindo suas férias e ter um bloco solto, um siso nascendo ou uma cárie não tratada? Fazer um check-up dental também é indispensável e vai garantir que você possa aproveitar a cozinha local sem medo, desde que com bom senso.

Proteja seus olhos

Quando viajamos para lugares ensolarados, nossos olhos costumam sofrer. Para isso não ocorrer, é indispensável que você proteja sua visão e esteja atento a esse aspecto. Leve sempre óculos escuros de qualidade, comprados em lojas reconhecidas e de marcas tradicionais.

Lentes “piratas” não filtram os raios solares e podem causar incômodos, dores e até doenças oculares com o uso constante. Outra questão que vale lembrar é se você usa óculos de grau: sempre é recomendado levar um extra, pois se você perder ou quebrar o seu, não dará tempo de fazer um novo e você pode perder o visual que esperou o ano inteiro para observar.

Atualize suas vacinas

Há diversas regiões que você precisa estar devidamente vacinado para poder embarcar. Então, revise sua carteirinha de vacinação, verifique se estão todas em dia. Se tiver alguma vacina atrasada, basta levar a carteirinha no posto de saúde mais próximo da sua casa.

Além das vacinas, há os reforços que precisam estar em dia também. Leve as carteiras de vacinação junto com os documentos.

IMPORTANTE: Se você vai levar o pet na viagem, lembre-se de revisar as vacinas dele também e de carregar consigo a carteira de vacinação do pet.

kit de medicamentos básicos

Ao organizar suas malas para a viagem lembre-se da importância de levar um kit de medicamentos básicos, pois ele pode ser extremamente útil em caso de algum imprevisto.

  • Kit de emergência do turista:
  • Atestado de vacina
  • Cobertura/carteirinha do plano de saúde
  • Termômetro
  • Analgésicos
  • Antitérmicos
  • Antiácidos
  • Antissépticos
  • Curativos e bandagens adesivas
  • Repelente para insetos
  • Protetor solar

Com essas dicas, sua viagem terá tudo para ser um sucesso.

Você já ouviu falar na Serra do Espinhaço? A Serra também chamada de “cordilheira brasileira”, formada há mais de 2,5 bilhões de anos, recebe a denominação de Cordilheira Brasileira, devido à sua formação peculiar, e seus mais de 1.000 Km que percorrem os estados de Minas Gerais e Bahia.

Você já deve ter ouvido falar em Serra do Cipó, Serra dos Caraça ou Chapada Diamantina, mas, provavelmente, não sabe que essas formações geológicas, em conjunto com muitas outras, constituem a Serra do Espinhaço.

O nome Serra do Espinhaço foi sugerido originalmente pelo geólogo, geógrafo e metalurgista alemão Wilhelm Ludwig Von Eschwege no início do século XIX. Von Eschwege foi contratado pela Coroa Portuguesa para realizar estudos sobre o potencial da mineração no Brasil, onde permaneceu ente 1810 e 1821. Em seus estudos sobre o relevo brasileiro, ele observou que uma extensa cadeia montanhosa com características singulares se estendia entre Ouro Branco, em Minas Gerais, até região de Morro do Chapéu, na Bahia, na forma de uma “espinha” quase reta por quase 1.000 km, com variações de largura entre 50 e 100 km. Foi a partir dessa comparação feita a uma espinha que surgiu o nome Espinhaço. Muitos estudiosos preferem classificar a Serra do Espinhaço como uma cordilheira – a Cordilheira Brasileira.

As diferentes Serras, montanhas, morros e vales da formação são ricas em recursos hídricos, segundo alguns cálculos, as nascentes de água da Serra do Espinhaço, que formam importantes riachos e rios, são responsáveis pelo abastecimento de mais de 50 milhões de pessoas, número que lhe dá uma posição de destaque no cenário ambiental brasileiro. Por outro lado, a Serra abriga em seus domínios importantes jazidas minerais, como acontece na região conhecida como Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, o que a torna alvo de intensa exploração mineral e sujeita a grandes agressões ambientais. Vários trechos da Serra do Espinhaço também sofrem com a derrubada de matas para a abertura de áreas agrícolas, com a mineração clandestina, com a caça predatória entre outros problemas.

Um dos trechos mais bonitos da Serra do Espinhaço é a região da Chapada Diamantina, no interior do Estado da Bahia. Suas grandes formações de rochas sedimentares, com clima ameno e cobertas por uma vegetação que combina elementos da Caatinga, do Cerrado e da Mata Atlântica, ricas em cursos d’água, contrastam com a aridez do sertão. As altitudes médias da Chapada Diamantina se situam entre 800 e 1.200 metros, com alguns picos apresentando altitudes próximas dos 2.000 metros, as maiores da Região Nordeste. A área ocupada pela Chapada é quase igual a área total do Estado do Rio de Janeiro.

Localizada no Norte do Estado de Minas Gerais, a Serra Geral se distribui por 16 municípios, ocupando uma área total de mais de 20 mil km². Um dos destaques da Serra Geral é o Pico da Formosa, com 1.825 metros de altitude, o que o coloca como o ponto mais alto do Norte de Minas Gerais. Ao lado da produção agropecuária, base da economia local, a região conta com um enorme potencial turístico a ser explorado nas suas montanhas, cachoeiras e rios.

Na porção Centro-Norte de Minas Gerais, na região do Vale do rio Jequitinhonha e tendo como destaque a cidade de Diamantina, encontra-se a Serra dos Cristais, que também é chamada de Serra do Rio Grande. Essa região ganhou enorme destaque no século XVIII, quando foram feitas as primeiras descobertas de ouro e diamantes, esse último sendo o responsável pelo nome dado à Serra. Um fato curioso, resultante das descobertas minerais nessa região, foi o verdadeiro bloqueio criado pelas autoridades Coloniais da época – soldados controlavam quem entrava e quem saía da região, como forma de evitar o contrabando dos preciosos diamantes.

Considerada como o divisor natural entre as bacias hidrográficas do rio São Francisco e do rio Doce, a Serra do Cipó fica bem próxima da região Metropolitana de Belo Horizonte. Essa Serra abriga o Parque Nacional da Serra do Cipó (vide foto), uma Unidade de Conservação com cerca de 100 mil hectares, que foi criada para proteger o imenso patrimônio natural da região. A flora local abriga áreas de vegetação de Cerrado e de Campos Rupestres, onde vivem diversas espécies animais ameaçadas de extinção. As paisagens locais incluem matas, rios e cachoeiras, além de inúmeras cavernas e sítios arqueológicos.

Por fim, a porção mais ao Sul da Serra do Espinhaço – a Serra de Ouro Branco, uma formação com encostas íngremes e que tem altitudes entre 1.250 e 1.568 metros. A região tem uma grande importância histórica – desde o final do século XVII ela passou a ser explorada por bandeirantes paulistas, que encontraram um tipo de ouro esbranquiçado e que foi batizado como “ouro branco”, descoberta que deu nome à Serra.

É de suma importância que possamos não só conhecer a Serra do Espinhaço, mas que também tenham a noção de sua importância para a conservação da biodiversidade.

A letra da música já diz tudo: “Quem te conhece, não esquece jamais”.

Falamos tanto de viajar para outros países, não é mesmo? Às vezes esquecemos de como o Brasil tem lugares bonitos! Pois é, em todas as regiões do Brasil, temos paisagens fantásticas, e nem sempre valorizamos o potencial do turismo nacional. E quando falamos em Ecoturismo então, as opções são gigantescas!

O estado de Minas tem uma infinidade de destinos turísticos, concentra incontáveis atrativos naturais e históricos capazes de deixar qualquer viajante apaixonado.

Seja pela farta gastronomia, pelas paisagens marcantes ou pelo carinho do povo, Minas Gerais também é uma potência quando o assunto é ecoturismo e turismo de aventura. Com uma enorme extensão territorial, opções não faltam para quem quer distância dos grandes centros urbanos.

O ecoturismo é uma categoria turística com cada vez mais adeptos. É o turismo que desfruta, de maneira sustentável, das belezas naturais e culturais. Além disso ajuda a criar maior consciência ambiental, diminuindo as distâncias entre pessoas – cada vez mais urbanizadas – e as paisagens naturais.

Permita-se viver o novo!

As atividades de aventura são uma ótima maneira de conhecer melhor a si mesmo, descobrir e superar seus limites, enquanto sai da rotina e pratica esportes em contato com a natureza.

Permita-se viver o novo, o inédito, o desconhecido, o algo a mais. Na maioria das vezes, é uma ótima chance de desbravar mundos desconhecidos e obter novas e arrebatadoras experiências.

E não pense que para desbravar o novo você precisa ser um aventureiro por natureza. Na verdade, basta um pouco de coragem e determinação para conhecer novos pontos de vista de sua própria vida.

E para viver o novo não é preciso mudar de cidade, de emprego, de amigos ou de vida. Basta adotar um novo olhar em sua própria existência, uma nova ótica pairando sobre si, suas conquistas e limitações.

Sendo assim, comece por ver novas possibilidades em sua vida. Esteja aberto a vivê-las e disposto a correr os ricos que isso impõe. Em seguida, permita-se viver o inesperado e aproveitar todas as oportunidades que a vida lhe dá, pois ela é única e muito curta para ter medo de vivê-la.

Calçadas cheias, vias abarrotadas de veículos. O caos do trânsito resplandece entre os prédios a perder de vista. A cada nova esquina, outdoors do tamanho de trens ocupam os olhos. A vista cansada clama por horizonte. A alma suplica um pouco de paz. Há anos que o ser humano se perdeu no meio urbano. Também há anos que busca no retorno à natureza um pouco de paz para seguir os dias.

A correria do dia a dia, o estresse e a rotina, podem deixar nosso corpo e mente prejudicados. Muitas vezes o cansaço deixa de ser apenas mental e passa a ser físico, trazendo doenças como um aviso do corpo que quer te dizer: vá com calma!

A confusão da cidade com os barulhos, problemas e a correria, acaba afastando a qualidade de vida das pessoas, não importa a quantidade de dinheiro que elas possuem. Isso pode trazer muito estresse, e já sabemos os males e as doenças que o estresse pode causar. Nessas horas, uma caminhada na natureza pode melhorar bastante a sua saúde mental, emocional e física.

Muitas pessoas já se deram conta disso e procuram atividades ao ar livre, para estar em contato com a natureza e mandar embora o estresse. O que pouca gente sabe é do poder de uma simples caminhada na natureza!

A busca da sintonia com a natureza como forma de equilíbrio, remonta a épocas anteriores a ciência. Na história, poetas e filósofos buscavam formas de explicar o que hoje a ciência já comprova: A natureza é sim o que de mais purificador – e nutritivo – há para a mente, o corpo e a alma.

David Strayer, psicólogo cognitivo e pesquisador da Universidade de Utah, apoiado por hipóteses próprias dos efeitos biológicos do exercício da contemplação, obteve, por meio de um aparelho portátil de eletroencefalografia, resultados clínicos de que a natureza tem papel fundamental na qualidade de vida. “No terceiro dia no mato, os meus sentidos passam por uma recalibração – e começo a sentir aromas e a ouvir sons que antes eu não era capaz de notar”, relata Strayer.

Desafiados a deixar a rotina e permanecer por três dias em contato com a natureza, um grupo de estudantes realizou uma série de testes de criatividade. O aumento significativo de 50% de acertos nos testes, quando comparados aos realizados dentro da universidade, não se deram por acaso. Segundo Strayer, o efeito dos três dias funciona como uma limpeza no para-brisa mental. Ao diminuir o ritmo de nossas atividades, entramos em um estado contemplativo, o que nos permite admirar a beleza ao nosso redor. Não só nos sentimos renovados, como também ocorre uma melhora em nosso desempenho mental.

Quando estamos focados em ações do dia a dia, o nosso cérebro utiliza o córtex pré-frontal ao que os pesquisador chamam de atenção prolongada. Ao estar em um ambiente natural, com a mente livre e o semblante leve, nosso cérebro reduz o ritmo, descansando este córtex. Este descanso funciona como uma pausa, agindo de maneira saudável ao pensamento.

Na Inglaterra, investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter executaram uma pesquisa relacionada a saúde mental de 10 mil moradores, na qual constataram que aqueles que viviam próximos a áreas verdes se queixavam menos de doenças mentais. Na Holanda, em 2009, uma equipe de pesquisadores contatou que moradores que viviam a menos de mil metros de áreas verdes, possuíam uma incidência menor de 15 doenças, entre elas depressão, diabetes, enxaqueca, asma e cardiopatias.

Caminhar no meio da mata proporciona ao nosso corpo uma queda de até 16% no hormônio do estresse. “As pessoas tendem a subestimar o efeito benéfico de passar um tempo com a natureza”, afirma a psicóloga canadense Lisa Nisbet. “Não consideramos isso como uma maneira de aumentar a satisfação. Nesse sentido, pensamos antes em outras coisas, como sair às compras ou assistir TV.

Desconecte-se e desapegue do hábito ou vício eletrônico.

Desligue a TV. Vá menos ao shopping. Faça aquilo que transporte a sua alma para um lugar melhor. Contemplar a natureza tem um custo baixo. Baixíssimo. Não possui contraindicações, é benéfico para a saúde e requer de nós o mais simples: nos permitir.

Precisamos tirar um fim de semana de vez em quando, ou ao menos um dia, para estarmos inertes na natureza e respirar ar puro. Aproveitar e absorver tudo o que ela tem para oferecer: os sons, a paz, a energia, a tranquilidade, os animais… Admirar o pôr do sol do alto de uma montanha, com um tapete de nuvens cobrindo o vale. Vislumbrar a natureza de cima, percorrer horas de trilhas com inúmeros obstáculos, sentir a brisa leve e o sentimento de objetivo alcançado, os cantos dos pássaros, as folhas das plantas, tudo funciona como um purificador da alma. Isso vai renovar as suas energias e te deixar pronto para mais uma semana de trabalho. E o mais importante: aumenta sua saúde e qualidade de vida.

Todos nós precisamos de uma pausa em algum momento, e não há forma melhor de fazer isso do que se distanciando um pouco da rotina.

Viajar é uma das melhores formas de desconectar, viver o momento presente e aproveitar tudo o que está a nossa volta.