Nos últimos anos o ecoturismo tem crescido a taxas entre 15% e 20% no Brasil, segundo o Sebrae, muito acima do que outros segmentos do turismo, e mais ainda do que outros setores da economia. Isso foi afetado por uma série de motivos, mas sem dúvida, os principais foram a crescente busca por melhor qualidade de vida, além, claro, das redes sociais.

Neste crescimento do setor de turismo ecológico há cada vez mais pessoas iniciando em atividades ao ar livre, buscando por uma melhor qualidade de vida e bem-estar, o que aumenta a responsabilidade das empresas que estão no mercado, por conta do tipo de introdução que a empresa faz deste novo aventureiro ao ambiente natural.

Entendemos que esta introdução não é simplesmente levar o turista para fazer uma trilha pela primeira vez na vida, é preciso informar antes e conscientizar durante a atividade, para que depois da mesma se reflita em uma nova educação, de respeito para com o ambiente natural, todos os seres vivos encontrados pelo caminho e à sua própria vida.

A preparação antes para uma atividade ao ar livre é o primeiro passo para que no dia tudo ocorra bem e satisfaça suas expectativas.

Estar preparado é saber o que vai ou pode encontrar pelo caminho na aventura, mas também estar vestido de forma adequada e carregando equipamentos e alimentação adequados para sua segurança, conforto, saúde e para o mínimo impacto.

A Pegada Ecoturismo, por exemplo, envia antes de cada roteiro todas as informações necessárias para preparar o “ecoaventureiro”, seja ele experiente ou iniciante, preparamos também um e-book: Guia básico para trilheiros iniciantes com intenção de preparar, informar e conscientizar a respeito de atividades ao ar livre, entre outras informações, além do trabalho de conscientização realizado durante a atividade, através de seus condutores e guias locais.

Seguro e Segurança no Ecoturismo

O número de pessoas procurando e adquirindo pacotes de roteiros de ecoturismo tem aumentado consideravelmente, taxa muito maior do que o turismo convencional.

Essa demanda de pessoas interessadas no ecoturismo criou um novo nicho de mercado, as agências de ecoturismo, ou como algumas dizem, agências especializadas em “trips”, grupos, seja bate-volta ou com pernoite.

Essas agências ou grupos geralmente surgem nas próprias redes sociais, algumas poucas delas têm site, menos ainda são as possuem os marcos legais, como empresa aberta e cadastro no Ministério do Turismo, o famoso CADASTUR.

Neste contexto, chegamos a questão MAIS IMPORTANTE de tudo isso, a SEGURANÇA, que não pode ter este mesmo caráter informal, pelo menos deveria ser tratada com seriedade, mas não é bem o que se vê por aí.

Assim como na vida, onde dizem que são nos momentos difíceis que conhecemos os verdadeiros e bons amigos, em termos de prestação de serviços em viagens é a mesma coisa. Mas sugiro, não espere um momento difícil para saber o nível da empresa que você está contratando.

Por isso, antes de se aventurar por aí, é preciso saber quem de fato você está seguindo e como esta pessoa/agência está preparada para prevenção de acidentes ou caso “algo der errado”

  • Esta empresa está legalmente estabelecida?
  • Esta empresa utiliza alguma forma de monitoramento dos seus grupos?
  • Os guias/condutores/monitores possuem treinamento específico para atividade?
  • Os guias/condutores/monitores carregam kit de primeiros socorros?
  • A empresa possui um protocolo para caso “algo dê errado”?
  • A empresa possui algum seguro para caso “algo dê errado”?
  • Se possui seguro, este seguro cobre de fato a atividade que estará sendo executada?
  • Este seguro cobre somente morte ou também despesas médicas e odontológicas?

Estas perguntas são importantes a serem feitas antes de se aventurar por aí com qualquer empresa, pois o barato pode sair caro, e as consequências podem ser bem ruins.

Cabe a consciência de cada um sobre a quem vai confiar sua vida ao sair por aí se aventurando.

A Pegada Ecoturismo tem o compromisso de além de proporcionar a melhor experiência a seus clientes e ser uma empresa devidamente apta a atuar no mercado, trabalhar com protocolos e mecanismos de segurança que levem o turista de fato à uma AVENTURA SEGURA.

Aventureiros estão a maior parte do tempo ao ar livre e muitas vezes à mercê das condições climáticas, como a exposição ao sol, que nem sempre é aliado das aventuras. Sol demais pode trazer prejuízos ao corpo, e um desses problemas é a insolação e desidratação.

Explicaremos um pouco o que é isso, como prevenir, identificar e o que fazer quando o sol se torna um inimigo.

A insolação acontece quando a temperatura corporal aumenta muito e rapidamente, de modo que apenas o suor não dá conta de fazer o resfriamento do corpo.

O que causa a insolação

Ela é causada pela exposição direta e prolongada ao sol forte ou pela grande intensidade de calor. Ela normalmente inicia com um quadro de desidratação (pela perda de suor, sem a reposição adequada dos líquidos) e vai evoluindo para níveis mais sérios.

A insolação pode ser apenas leve ou chegar a situações graves, ocasionando inclusive perda de consciência e morte, se não houver intervenção médica para baixar a temperatura corporal e reidratar a vítima. Quanto antes identificado o problema, mais fácil o tratamento.

Sintomas de insolação

A vítima de insolação começa sentindo dor de cabeça, tontura, náusea e a pele quente. Logo depois, se não for tratada, o pulso acelera, a visão fica embaçada, a respiração vai ficando mais difícil e a pessoa geralmente desmaia. Em estado avançado de insolação, pode acontecer a perda de consciência, que pode levar à má oxigenação do cérebro, fazendo com que a pessoa possa ter lesões cerebrais irreversíveis. Confira abaixo os sintomas:

  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Tonteira
  • Náusea
  • Pele quente e seca (não há suor)
  • Pulso rápido
  • Temperatura elevada
  • Distúrbios visuais
  • Respiração rápida e difícil

Como prevenir insolação

  • Evite se expor ao sol no horário das 12h às 15h, que é considerado o período de sol mais forte.
  • Use filtro solar e reaplique de tempos em tempos de acordo com a indicação na embalagem. Isso evita as queimaduras.
  • Hidrate-se com água, isotônicos ou sucos. Um dos líquidos mais recomendados para hidratação é a água de coco, mas cuidado para não ingerir em excesso já que ela é um laxante natural.
  • Proteja a cabeça do sol usando bonés, bandanas e chapéus. Uma dica legal é manter a cabeça molhada. Se estiver com uma bandana, molhe ela, pois isso mantém mais baixa a temperatura da cabeça e dá uma sensação agradável.
  • Use roupas leves e soltas, nada que fique apertado no corpo, dificultando a transpiração e aumentando a sensação de calor.
  • Use óculos escuros para proteger a visão.

Tratamento da insolação

Caso seja identificado os sintomas de insolação, atenção às dicas abaixo. São todas bastantes simples e fáceis de serem executadas:

  • Mantenha a pessoa em repouso e recostada, com a cabeça sempre elevada.
  • Leve o aventureiro para um lugar fresco, na sombra, passe água pelo corpo e aplique compressas com água fresca na testa e principalmente nas articulações (pescoço, nas axilas e nas virilhas), para ajudar a baixar a temperatura.
  • Deixe a pessoa o mais arejada possível, removendo parte da sua roupa (se possível, deixar somente com roupas íntimas).
  • Faça a pessoa beber água, não muito gelada, nem em grandes quantidades. O ideal é uma água fresca, que deve ser bebida aos pouquinhos. Podem ser ingeridos outros líquidos também, como sucos ou isotônicos, mas nada de bebidas alcóolicas.
  • Se a temperatura corporal não diminuir e a pessoa não melhorar, procure ajuda médica com urgência. Não deixe que a situação se agrave ao ponto de ocorrer perda de consciência. Em casos graves, a pessoa pode sofrer até mesmo uma Parada Cardiorrespiratória (PCR), que poderá levar à morte.

Vale ressaltar que, mesmo que a vítima se sinta melhor, ela não poderá ficar novamente exposta ao sol pelo menos até o dia seguinte.

Desidratação

A desidratação acontece quando seu corpo não está recebendo a quantidade de água necessária. Ela pode ser causada por perda excessiva de líquidos (principalmente durante a realização de atividades físicas intensas ou excesso de calor) ou mesmo pela falta de ingestão de água.

A desidratação é classificada como leve ou grave, dependendo da quantidade de líquido que o corpo perdeu ou que não foi reposto.

O que causa desidratação

Há várias situações que podem levar a um quadro de desidratação. Em caso de aventuras e acampamentos, os mais comuns são: suor excessivo, vômitos e diarreia (esses dois últimos causados principalmente pela ingestão de água e alimentos inadequados).

Sintomas de desidratação

Desidratação leve

Sentir sede ou perceber que a boca está seca é um sinal de uma desidratação leve. Mas, na fase inicial de desidratação, nem sempre a pessoa sente sede, por isso é importante também estar atento a outros sintomas, como dor de cabeça, tonturas ou falta de vontade de urinar.

Desidratação grave

Quando o nível de desidratação piora e se agrava, a pessoa fica confusa, irritadiça e sua boca fica extremamente seca. Outros sintomas são pressão baixa, frequência cardíaca alta e falta de vontade de urinar por mais de oito horas ou ao ir ao banheiro, observar que a cor da urina está amarela escura ou até alaranjada. Em casos extremos, a pele se torna tão seca que, ao apertá-la, ela fica enrugada, a pessoa sente febre e começa a delirar. Em uma situação ainda mais grave, os rins (e outros órgãos) podem entrar em colapso e pode ocorrer perda de consciência, convulsões, coma e até a morte.
Tratamento da desidratação

A ingestão de água é geralmente suficiente para resolver a desidratação leve. É melhor ingerir quantidades pequenas de líquidos (usando uma colher de chá ou até mesmo uma gaze umedecida) do que dar goles grandes de uma vez só. Quando em uma situação de desidratação, a ingestão de uma grande quantidade de líquidos de uma só vez pode causar náusea e, assim, mais vômitos, agravando mais ainda a desidratação.

Além da ingestão de água, também é possível amenizar uma situação de desidratação com a ingestão de isotônicos (como Gatorade, Powerade etc.) que, além de água, possuem sais minerais e carboidratos e foram desenvolvidos especialmente para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo suor durante a transpiração.

Soro caseiro e água de coco também são excelentes formas de repor líquidos. No entanto, uma observação muito importante sobre a água de coco é que, se ingerida em grande quantidade, pode levar o aventureiro a ter diarreia, já que ela também tem o poder laxante.

Fluidos intravenosos (soro hospitalar) e hospitalização são a melhor opção em caso de desidratação mais grave. Como sempre informamos em nossos artigos, é muito importante a busca médica, principalmente em casos mais graves, pois só uma pessoa habilitada poderá avaliar o real quadro clínico de uma pessoa com desidratação.

Mas o mais importante: se o aventureiro estiver em um local extremo ou isolado, já procure repor os líquidos aos primeiros sinais de desidratação, para que a situação não se agrave.

Como prevenir

  • Mesmo sem sede, beba líquidos diariamente, ainda que seja em quantidades pequenas, principalmente se estiver fazendo atividades físicas. No mínimo, um copo por turno, se você não estiver fazendo uma atividade de grande intensidade. Já se você estiver fazendo um trekking ou uma travessia de longa distância, beba constantemente. Procure beber não menos que 1,5 litro por dia, se estiver realizando atividades físicas, ou em uma situação de calor, aumente essa quantidade.
  • Pode-se levar uma garrafa de água e uma de isotônico ou água de coco e intercalar, bebendo um pouco de cada.
  • Além da água, boa parte do líquido que necessitamos vem de alimentos. Sendo assim, pausas para um pequeno lanche, como frutas por exemplo, também ajudam na prevenção da desidratação.
  • Esteja sempre controlando a quantidade de água que carrega, para não acontecer de ela acabar no meio da aventura. Além disso, procure carregar sempre consigo uma garrafinha de água extra, para ser usada apenas em situação de emergência.

Receita de soro caseiro

Esta medida é para um copo de água e as colheradas são baseadas nas colheres de cafezinho e de sobremesa.

  • 1 Copo de água (200 ml)
  • 1 Colher de cafezinho de sal
  • 2 Colheres de sobremesa de açúcar

O sol pode ser um grande amigo e ao mesmo tempo um grande inimigo dos aventureiros que realizam atividades ao ar livre portando fique ligado.

Bom, agora que já estão todos informados é só curtir o verão com muita responsabilidade e saúde!

O termo Estrada Real refere-se aos caminhos trilhados pelos colonizadores durante a descoberta do ouro no estado de Minas Gerais.

No Brasil, o nome “Estrada Real” refere-se a qualquer via terrestre que, à época do Brasil Colônia, era percorrida no processo de povoamento e exploração econômica de seus recursos, em articulação com o mercado internacional.

A Estrada Real é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.

A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

Com o objetivo de preservar este patrimônio histórico, foi criado um projeto em 2001 para transformação dessa estrada em ponto turístico. Ao todo são 177 cidades no entorno da Estrada Real, sendo 162 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 7 em São Paulo.

Conhecer a Estrada Real é reviver a história descobrindo lugares inesquecíveis. Cercado por montanhas e muita cultura, o complexo reúne uma série de atrativos para turistas que passam pela região. A Estrada Real é formada por quatro caminhos:

Caminho Velho

Também chamado de Caminho do Ouro, foi o primeiro trajeto determinado pela Coroa Portuguesa e liga Ouro Preto a Paraty.

Caminho Novo

Criado para servir como um caminho mais seguro ao porto do Rio de Janeiro, principalmente porque as cargas estavam sujeitas a ataques piratas na rota marítima entre Paraty e Rio.

Caminho dos Diamantes

O caminho tinha a intenção de conectar a sede da Capitania, Ouro Preto, à principal cidade de exploração de diamantes, Diamantina.

Caminho Sabarabuçu

Distrito de Ouro Preto, o lugar é cercado por esplêndidas paisagens de montanha e lendas que permeiam o imaginário popular.

Além das belezas das paisagens, a Estrada Real mostra uma parte importante da história do Brasil.

As rotas da Estrada Real estão intimamente ligadas à própria história do Brasil e quem percorrê-la terá a chance de levar na bagagem séculos de lutas, conquistas e descobertas que foram fundamentais para o desenvolvimento do país.

A Estrada Real te espera. Arrume as malas e boa viagem!

Visitar uma cachoeira é algo renovador. As águas correntes parecem sempre renovar a alma daqueles que se colocam debaixo das quedas d’água. Curtir esse presente da natureza é algo maravilhoso não é mesmo?

A temporada de chuva vem se aproximando e muitos são os cuidados que devemos tomar próximos à rios e cachoeiras, por conta da famosa “cabeça d’água, conhecida popularmente como tromba d’água. Mas não é somente em épocas de chuvas que devemos tomar todo cuidado possível. O cuidado deve ser redobrado sobretudo durante período de chuvas.

Cachoeiras e rios podem ser tremendamente cruéis se você não observar alguns cuidados básicos. É preciso muito cuidado e atenção na hora de se aventurar por quedas d’água por aí. Infelizmente tem muitos se aventurando sem nenhum conhecimento do local ou da região que escolheu para levar os amigos e familiares.

Ao programar uma trilha, é necessário verificar a previsão do tempo para o dia. O mais aconselhável é evitar a visita quando houver ameaça de chuva. Além disso, as chuvas nas cabeceiras podem elevar rapidamente o nível da água do leito dos rios e com isso, provocar o fenômeno conhecido como tromba d’água. Caso a trilha já tenha começado quando o temporal desabar, a recomendação é retornar ao local de origem. Se houver cachoeira, o ideal é procurar um ponto alto, distante do curso d’água.

Mesmo que você conheça bem o local, verifique a profundidade antes de mergulhar. As águas se movimentam o tempo todo e, com elas, as pedras, os troncos de árvores no fundo.

Muito cuidado com as pedras. O fato de elas estarem secas não quer dizer que não estão escorregadias. Por onde passa a água deixa limo e, mesmo que imperceptível algumas vezes, ele está lá e é perigoso. O risco de levar um escorregão nesses locais é muito grande. Fique de olho especialmente nas pedras que possuem uma “sujeira” marrom, escorregam feito sabão!

Cuidado na hora de pisar em pedras. Um escorregão e seu passeio pode acabar ali. Então não abuse.

Se vai com família, nunca deixe as crianças sozinhas. Elas geralmente são aventureiras, curiosas e não têm dimensão dos perigos. Não tire os olhos delas.

Também é fundamental avisar aos familiares ao ir a uma trilha ou cachoeira e informar a previsão de retorno.

Cuidado com os chinelos de dedo (aquelas sandálias, tipo havaianas). Eles são um perigo, escorregam nas pedras, pois não dão firmeza nenhuma aos pés. Usem calçados apropriados, com solado próprio para água, calçados que firmem bem nos seus pés.

Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos e se possível, caminhe usando as mãos também. Em alguns momentos, andar de quatro garante a passagem segura. Antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar seu peso todo sobre o apoio – seja uma pedra, um tronco, um galho. Pedras perto de cachoeiras e rios são escorregadias como sabão. Cuidado!

Jamais atravesse uma corredeira. Ela pode parecer fraquinha, mas a água tem muita força sempre e as pedras submersas são extremamente escorregadias. Sem equilíbrio você não tem chance alguma.

Locais mais perigosos costumam ter sinais de alerta. Para ter um passeio com segurança é importante que todos respeitem a sinalização e evitem o banho nestes lugares, como saltos e mergulhos.

Não use bebida alcoólica ou qualquer outra substância entorpecente. Você precisa estar no melhor do seu juízo para tomar decisões acertadas, medir seus passos com precisão e controlar bem seu corpo.

Não participe ou promova brincadeiras de empurrar ou dar tombo em colegas. Deixe as brincadeiras pra outra hora em que você não coloque em risco a vida de ninguém e a sua.

Contrate um guia:

Escolha ir sempre acompanhado de alguém que conheça o caminho e tenha experiência ou contrate um guia. Respeite e siga sempre as orientações do condutor. Ele está ali para assistir, orientar e conduzir as pessoas ou grupos durante os passeios. Contratar um guia de turismo capacitado pode ser o elemento mágico para tornar sua viagem ainda melhor. Algumas pessoas acham que o guia simplesmente apresenta o lugar e roteiros. Mas, no fundo, ele faz muito mais do que isso, ele conhece bem a região e os atrativos, vai poder te passar informações de onde oferece segurança para entrar ou não, aquela sugestão que você não sabia ou não havia dado importância, mas que vale a pena e pode deixar seu passeio ainda melhor. Esses são alguns de muitos motivos para contratar um guia. E lembre-se: O principal responsável pela sua segurança é você mesmo.

Divirta-se com responsabilidade. Cuide de sua segurança e respeite a natureza e as pessoas.

Preserve a natureza acima de tudo. Levar sacolas plásticas para colocar o lixo, retornando com elas e respeitar o meio ambiente é essencial.

O Passaporte Estrada Real é uma iniciativa do Instituto Estrada Real. Um documento no qual o viajante vai registrar sua passagem pelos Caminhos da Estrada Real, por meio de carimbos iconográficos, nos pontos credenciados. E, completando qualquer dos percursos, terá direito a um Certificado que atestará a sua passagem pelo caminho escolhido.

O certificado é dado ao viajante que conseguir passar pelo menos em:

  • Caminho dos Diamantes: 10 carimbos
  • Caminho Novo: 8 carimbos
  • Caminho Velho: 14 carimbos
  • Caminho do Sabarabuçu: 04 carimbos

Confira (aqui) todos os detalhes e regras sobre o Passaporte Estrada Real.

O passaporte é gratuito, mas é necessário levar 1 Kg de alimento não perecível ou uma peça de roupa para ser doada a uma instituição de caridade.

O passaporte da Estrada Real é individual e se estiver viajando em grupo, cada um deve solicitar o seu passaporte.

Com um único passaporte é possível percorrer os Caminhos Velho, Novo, dos Diamantes e Sabarabuçu.

Como posso solicitar o meu Passaporte?

O passaporte da Estrada Real pode ser solicitado pelo site do Instituto Estrada Real, clique (aqui) para acessar a página e preencher o formulário. Após o preenchimento do formulário, você tem até 60 dias para retirá-lo em um dos pontos de distribuição.

Aonde devo retirar o meu Passaporte e Certificado?

O passaporte e o certificado podem ser retirados nas seguintes cidades: Ouro Preto, Paraty, Petrópolis, Tiradentes, Cocais, Diamantina. Um detalhe importante é que o certificado não pode ser retirando em Tiradentes, em Tiradentes você tem a opção de retirar apenas o Passaporte.

Onde posso carimbar o Passaporte Estrada Real

Os carimbos são a prova de que você passou por determinada cidade. Durante o percurso, você encontrará diversos Pontos de Carimbo espalhados por algumas cidades que fazem parte do Caminho, normalmente os postos são nos Centros de Informação Turística mas também podem estar em hotéis ou restaurantes. Mas lembre, que para completar o passaporte, só será aceito um carimbo por cidade. Portanto, conheça bem cada cidade, explore os Pontos de Carimbo e escolha o seu preferido para registrar sua aventura.

Um pouco sobre a Estrada Real

A Estrada Real é considerada a maior rota turística do país, com mais de 1.630 km de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Surgiu em meados do séculos 17, quando a Coroa Portuguesa oficializou os caminhos para transitar com ouro e diamante de Minas até os portos no Rio de Janeiro. E por serem trilhas delegadas pela realeza, ganhou o nome de Estrada Real.

A Estrada Real busca a valorização da identidade e belezas da região, além de resgatar suas tradições.

Quais os Caminhos percorridos na Estrada Real?

Caminho dos Diamantes: Conexão entre Ouro Preto e Diamantina passando pelas cidades: Diamantina, Serro, Mariana e Ouro Preto.

Caminho Novo: Alternativa para o Caminho Velho, mais curto e de fácil acesso. Cidades: Lavras Novas, Juiz de Fora, Paraíba do Sul, Petrópolis.

Caminho Velho: Liga o interior de Minas ao litoral do Rio. O caminho velho possui mais de 585 km de estrada de terra. Uma ótima opção para quem gosta de aventura! Cidades: Tiradentes, São João Del Rey, Caxambu, Paraty.

Caminho do Sabarabuçu: Rota alternativa para alcançar o topo da Serra da Piedade com 77,5% de estrada de terra e 22,5% de trilha. Cidades: Cocais – Distrito de Barão de Cocais, Caeté, Sabará e Glaura – conhecida como Casa Branca.

Quer saber mais detalhes sobre o Passaporte, os Caminhos e roteiros da Estrada Real?

Visite o (site) Instituto Estrada Real e saiba mais.