Todos nós sabemos o quanto a prática de uma atividade física é importante para nosso bem estar físico e mental, porém será que estamos aptos a iniciar um exercício físico sem que esta cause prejuízos a nossa saúde? A avaliação física é de grande importância antes de iniciar uma atividade, nela podem ser identificados fatores que possam prejudicar a prática e em vez de encontrar saúde, podemos desencadear lesões.

A natureza humana que é bastante adepta aos desafios e a procura de experiências únicas em lugares únicos, fez com que atividades como o Trekking e o Hiking tivessem um crescimento significativo de praticantes, de diferentes faixas etárias, formações culturais e níveis sociais.

Com a grande procura por essas práticas ao ar livre, é importante lembrar do papel do Fisioterapeuta e do Educador físico. É preciso levar em consideração patologias ou problemas ortopédicos, de cada indivíduo praticante, analisar a prática esportiva, os padrões de movimento e a sobrecarga, para evitar lesões ou qualquer outro problema que o impossibilite de praticar a atividade.

A avaliação de um Fisioterapeuta tem como objetivo triar o estado de saúde, identificar fatores biomecânicos que possam predispor você a algum tipo de lesão, traçar um plano preventivo ou de tratamento e planejar ações que levem a uma melhora quanto ao desempenho na prática do esporte escolhido.

Falando especificamente das atividades de longas distâncias (Trekking), uma boa base cardiovascular é um requisito básico para iniciar na caminhada em montanha, outro ponto chave, é o treinamento de força e resistência muscular. É importante identificar e corrigir os desequilíbrios e as fraquezas musculares.

Embora pensemos que estamos aptos para realização de um esporte por não termos dores ou lesões e que uma avaliação de um fisioterapeuta não se faz necessária, podemos estar equivocados.

A prática de atividades físicas é realmente de grande importância para nossa saúde e bem estar, e quando bem orientada e bem realizada os benefícios são ainda melhores.

Uma equipe que conta com esses dois profissionais, tem total suporte para discutir, orientar e planejar exercícios personalizados para uma prática ainda mais saudável e com menos riscos.

Querer viajar todo mundo quer, mas muitos ficam só na vontade por falta de um bom planejamento financeiro e logo avisam “quero viajar, mas estou sem grana”.
Veja algumas orientações para que você saiba exatamente quanto dinheiro deve economizar, quanto levar para gastar no local e o que fazer para não voltar para casa no vermelho.

1 – Comece a economizar

O primeiro passo para viajar é, obviamente, ter algum dinheiro guardado!

Quanto mais precisão melhor, só assim você vai ter a exata noção de quanto gasta. Mas eu sei as contas que pago certo? Claro que sabe as principais e mais “pesadas” contas de cabeça, mas quando gastamos em pequenas quantidades, a tendência é não lembrar dos pequenos valores. Por isso é importante anotar. E o melhor é que, com o tempo, vai ficando mais fácil anotar.

Assim sendo, não subestime o preço daquele “cafezinho da firma” todo dia de manhã, certo?

A partir daí, faça uma análise do que pode ser cortado ou diminuído, a fim de poupar algum dinheiro mensalmente. O ideal é que essas economias girem em torno dos 10% da renda total da família.

2 – Prioridade

Seja sincero: O que é prioridade para você? Coloque sua viagem como prioridade na hora de fazer seu planejamento e redirecione o dinheiro que seria usado para coisas sem importância para sua caixinha da viagem, poupança da viagem ou investimento.

O barzinho de todo final de semana, pode passar de todo final de semana para somente dois finais de semana e a outra metade que você gastaria vai para sua viagem.
É possível sim! Esse dinheiro vai render experiências culinárias ótimas em outro destino, outro lugar, outras pessoas! Depois, quando voltar você vai no mesmo bar compartilhar com seus amigos tudo que viveu em sua viagem.

Nos dois finais de semana que ficar em casa, aproveite para fazer maratonas de série na Netflix. Isso serve para tudo que é possível reduzir custos.

3 – Descubra a melhor forma de pagar sua viagem

Quando se fala em custos de viagem, a antecedência na compra de pacotes garante sempre o menor preço, e além disso você pode ficar longe dos juros do cartão de crédito.
Em algumas agências de viagem como é o caso da Pegada Ecoturismo você tem a possibilidade de dividir a sua viagem sem juros até a data que a viagem em questão será realizada, então quando você compra uma viagem que será realizada daqui à 8 meses por exemplo, você pode além de garantir o melhor preço pela antecedência, pode ficar longe dos juros do cartão de crédito e dividir no boleto em 8x sem juros. Você economiza na viagem e não utiliza seu cartão.

4 – Defina seu destino de viagem

Já sabe pra onde ir? Não se esqueça que a escolha do destino pode ser determinante pra sua viagem se manter dentro do planejado. Cada lugar implica em um gasto diferente, já que os preços de passagem, acomodação, alimentação e atividades irão variar.

Se você está no Brasil, viajar pela América do Sul tende a ser mais barato. Ainda assim, você gastará mais indo para o Chile do que para a Argentina, por exemplo. Uma viagem para Europa costuma ser mais cara, mas pode ser viável com uma passagem em promoção.

Lembre-se que passagem aérea é um dos maiores pesos no orçamento da viagem. Por isso, pesquise com antecedência e fique de olho nas promoções.

5 – Saiba quanto de dinheiro precisa ter para realizar sua viagem

Definiu seu destino? Então levante os custos para entender quanto dinheiro você precisa ter e qual o tempo para conseguir o valor total.
Coloque o valor de cada item em uma planilha e entenda os custos de passagens, seguro viagem, alimentação, hospedagem, visto, vacinas, itens para levar, gastos extras e demais custos com transporte local, tickets de pontos turísticos.

Com essa previsão você consegue entender quanto de dinheiro você precisa, quanto tempo tem pra juntar e quais outras possibilidades você tem, como por exemplo: Juntar o dinheiro da viagem e parcelar as passagens no cartão ou boleto.

6 – Defina um orçamento

Com a estimativa de gastos em mãos, defina, por fim, seu orçamento de viagem. Nesse documento, você determina o teto máximo de quanto pode gastar em cada categoria, considerando suas possibilidades financeiras. Seu orçamento deve prever também uma quantia para as pequenas despesas rotineiras de uma viagem — como lembranças para amigos e parentes, água etc.
Criar um orçamento permite saber o custo total da sua viagem. Dessa forma, pode partir para a etapa seguinte do planejamento: saber a reserva financeira que precisará criar para ter o valor necessário, a fim de viajar sem apertos. É essencial ter em mente quanto você precisará guardar por mês para fazer a viagem que sempre sonhou sem prejudicar as finanças.

7 – Utilize suas milhas

Para quem utiliza muito o cartão de crédito na sua rotina, vale a pena também fazer uso dos programas de fidelidade.
Com eles, é possível trocar seus pontos acumulados por milhas aéreas, entre outros prêmios. Isso ajudará à bancar parte das despesas da viagem, como é o caso das passagens aéreas ou aluguel de veículos, por exemplo.

Para ter certeza sobre como proceder, faça um levantamento dos seus pontos em cada cartão. Não se esqueça de que os pontos têm uma data para expirar. Pesquise também quais benefícios pode receber de cada um deles.

8 – Considere a melhor data para sua viagem

A melhor época para viajar é fora de temporada, ou seja, distante das férias escolares e dos feriados, isso já vai reduzir absurdamente seus custos em todos os aspectos! Os preços são mais baixos, as passagens são muito mais baratas e você vai encontrar também acomodações mais em conta.
Se você é fã do “agito” e adora viajar para locais badalados na alta estação, prepare seu bolso!

Viu como é fácil viajar sem enrolar a sua vida financeira?

Com esses 7 passos bem feitos, sua viagem vai acontecer e você vai se sentir muito recompensado, verá que vai valer a pena cada pequeno esforço feito nas mudanças de seus hábitos.
Tudo é uma questão de planejar direitinho o que você deverá gastar e, durante a viagem, não ultrapassar os limites estabelecidos.

Deixe um comentário no post contando como você realiza o planejamento financeiro para viagens, e compartilhe outras dicas que você tem sobre este tema!

O ecoturismo no Brasil vem crescendo muito nos últimos anos.

A conscientização sobre a preservação e a necessidade do contato com a natureza tem feito muitas pessoas buscarem esses destinos no mundo todo.

Este tipo de turismo responsável tem grande importância sócio-ambiental, econômico e cultural. Desenvolver o ecoturismo de forma responsável aliada a preservação, ainda é um desafio no Brasil.

Confira abaixo algumas dicas importantes para ser um Ecoturista consciente e responsável.

Planejamento é fundamental

Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamentos e restrições existentes.
Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
Viaje em grupos pequenos. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
Evite viajar para áreas mais populares durante feriados prolongados e férias.
Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar o seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta.
Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

Cuide das trilhas e dos locais de acampamento

Mantenha-se nas trilhas pré determinadas, não use atalhos que cortam caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto. Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem. Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
Não cave valetas ao redor das barracas, escolha o melhor local e use um plástico sob a barraca.
Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque vegetação, nem remova pedras ao acampar.

Traga seu lixo de volta

Se você pode levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas as evidências de sua passagem. Não deixe rastros!
Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalação sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 m de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover vegetação.

Deixe cada coisa em seu lugar

Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
Resista à tentação de levar “lembranças” para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casa apenas suas memórias.

Não faça fogueira

Fogueiras matam o solo, agridem física e visualmente os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais.
Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira.
Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira.
Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem.
Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão.
Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

Respeite os animais e plantas

Observe os animais à distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
Não alimente os animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros equipamentos.
Não retire os animais silvestres do seu habitat natural, muito menos os maltrate.
Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.

Seja cortês com outros visitantes

Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza favorece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.
Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência.
Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados.
Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.

Você é responsável por sua segurança

O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro da viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, caso necessário.
Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure clubes excursionistas, escolas de escalada, etc.
Tenha certeza de que você dispõem do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Leve sempre: lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar grandes impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.

Contrate um guia

Escolha ir sempre acompanhado de alguém que conheça o caminho e tenha experiência ou contrate um guia. Respeite e siga sempre as orientações do condutor. Ele está ali para assistir, orientar e conduzir as pessoas ou grupos durante os passeios. Contratar um guia de turismo capacitado pode ser o elemento mágico para tornar sua viagem ainda melhor. Algumas pessoas acham que o guia simplesmente apresenta o lugar e roteiros. Mas, no fundo, ele faz muito mais do que isso, ele conhece bem a região e os atrativos, vai poder te passar informações de onde oferece segurança para entrar ou não, aquela sugestão que você não sabia ou não havia dado importância, mas que vale a pena e pode deixar seu passeio ainda melhor. Esses são alguns de muitos motivos para contratar um guia.

Carnaval chegando, feriadão, malas prontas e muita vontade de aproveitar ao máximo os dias de folia!

Fazer uma viagem é algo prazeroso e está na lista de prioridades de muitas pessoas para o período de férias. Muitos trabalham o ano todo apenas pensando nesses dias, onde estarão longe de casa e da rotina, buscando apenas diversão e um pouco de sossego. Porém, é preciso ter cuidados com a saúde durante a viagem. Assim, este período tão esperado não se torna uma tremenda dor de cabeça.

Da mesma maneira que fazemos um check-up em nossos carros antes de pegar a estradas, precisamos tomar uma série de cuidados para não sermos traídos pela nossa saúde quando estivermos a passeio.

Faça um checkup médico

Você não quer ter uma surpresa desagradável quando estiver longe de casa e dos seus médicos, não é mesmo? Então, antes de meter o pé na estrada, é primordial que você faça um check-up completo. Esse é um dos principais cuidados com a saúde durante a viagem.

Se você tem alguma doença pré-existente como diabetes, asma, doenças cardíacas, hipertensão, epilepsia ou outras doenças crônicas requerem cuidados especiais, aproveite a consulta com um médico para atestar a permissão para sua viagem, além de lembrar-se de carregar o seu remédio de uso continuo, e verificar a validade do seu plano de saúde.

Preste atenção na alimentação

Passar horas viajando requer que você tenha um amplo controle do seu sistema digestivo. Ninguém quer passar mal justamente no deslocamento ou até pior: no seu destino paradisíaco!

Pegue leve nos seus pratos nos dias anteriores, fuja de comidas muito condimentadas, gordurosas ou de cozinha que você desconhece. É hora de investir em frutas, legumes e carnes magras.

Visite seu dentista

A maioria das pessoas nem pensa nisso, mas é algo essencial antes de viajar. Imagine estar curtindo suas férias e ter um bloco solto, um siso nascendo ou uma cárie não tratada? Fazer um check-up dental também é indispensável e vai garantir que você possa aproveitar a cozinha local sem medo, desde que com bom senso.

Proteja seus olhos

Quando viajamos para lugares ensolarados, nossos olhos costumam sofrer. Para isso não ocorrer, é indispensável que você proteja sua visão e esteja atento a esse aspecto. Leve sempre óculos escuros de qualidade, comprados em lojas reconhecidas e de marcas tradicionais.

Lentes “piratas” não filtram os raios solares e podem causar incômodos, dores e até doenças oculares com o uso constante. Outra questão que vale lembrar é se você usa óculos de grau: sempre é recomendado levar um extra, pois se você perder ou quebrar o seu, não dará tempo de fazer um novo e você pode perder o visual que esperou o ano inteiro para observar.

Atualize suas vacinas

Há diversas regiões que você precisa estar devidamente vacinado para poder embarcar. Então, revise sua carteirinha de vacinação, verifique se estão todas em dia. Se tiver alguma vacina atrasada, basta levar a carteirinha no posto de saúde mais próximo da sua casa.

Além das vacinas, há os reforços que precisam estar em dia também. Leve as carteiras de vacinação junto com os documentos.

IMPORTANTE: Se você vai levar o pet na viagem, lembre-se de revisar as vacinas dele também e de carregar consigo a carteira de vacinação do pet.

kit de medicamentos básicos

Ao organizar suas malas para a viagem lembre-se da importância de levar um kit de medicamentos básicos, pois ele pode ser extremamente útil em caso de algum imprevisto.

  • Kit de emergência do turista:
  • Atestado de vacina
  • Cobertura/carteirinha do plano de saúde
  • Termômetro
  • Analgésicos
  • Antitérmicos
  • Antiácidos
  • Antissépticos
  • Curativos e bandagens adesivas
  • Repelente para insetos
  • Protetor solar

Com essas dicas, sua viagem terá tudo para ser um sucesso.

Você gostaria de iniciar em trilhas porém ainda não sabe o que levar ou até mesmo o que vestir em uma trilha de um dia o famoso hiking.

Bom, pensando em ajudar esses caminhantes de primeira trilha resolvemos escrever algumas recomendações de roupas, alimentos e acessórios para levar em um dia de trilha.

Hidratação

Conforme o tipo de atividade e condições climáticas, o consumo de água pode ser maior do que o habitual, por isso, para atividades de um dia de duração deve-se levar no mínimo 2 litros de água.

Alimentação

Em percursos menores, os lanches simples são mais indicados para saciar a fome de forma saudável e sem pesar no estômago. Algumas sugestões são:

  • Pães ou sanduíches com recheios não perecíveis.
  • Biscoitos (de preferência, integral).
  • Sementes (de girassol, de abóbora).
  • Frutas secas (damasco, maçã, banana).
  • Frutas frescas (maçã, goiaba, banana).
  • Oleaginosas (nozes, castanhas, amendoim).

Com que roupa eu vou?

O ideal para uma caminhada é usar roupas leves e que deixem o corpo transpirar sem dificuldades, para isso recomenda-se o uso de calças ou bermudas de tactel, calças de ginástica, calça legging, Camiseta dry fit com proteção UV, tops e um boné ou chapéu.

Por que não usar blusas de malha? Para trilhas curtas elas não são um problema tão grande assim, mas em dias de calor elas podem atrapalhar muito por causa da absorção do suor. Em locais frios elas são totalmente inadequadas. As blusas de algodão quando molhadas (por suor ou chuva) demoram para secar e assim roubam o calor do corpo, resfriando a pessoa, o que pode ser muito perigoso em um local com temperaturas mais baixas. Já as blusas feitas em tecidos sintéticos deixam o suor evaporar melhor e secam muito mais rápido.

Sempre leve na mochila um anorak (casaco impermeável) ou uma capa de chuva para evitar ser surpreendido por alguma mudança de tempo.

Calçados

Evite tênis velhos demais e nunca coloque um tênis ou bota recém comprado em trilha, dependendo do fabricante, modelo e material do calçado, você pode levar de uma semana até um mês para amaciar o calçado com eficácia. Preocupe-se com a proteção dos tornozelos e com a aderência do solado. Atualmente existem tênis específicos para corrida em trilha, estes modelos são infinitamente melhores do que os tênis comuns usados no dia a dia, porém só invista em um calçado mais técnico assim se você for um praticante regular.

Se você tiver um tênis ou uma bota específica para trilha ótimo, leve-o. Mais se você está iniciando, escolha um tênis de caminhada ou corrida e vá tranquilo, um bom par de tênis confortável e com um solado antiderrapante dá conta do recado em uma trilha fácil de um dia.

Já que estamos falando de calçados para trilha vamos comentar sobre as meias. Evite usar meias de algodão, essas meias retém o suor dos pés e ficam molhadas, aumentando o atrito e gerando bolhas. Existem meias próprias para trilha, elas podem ser compradas em lojas de material de montanhismo, e para uma pessoa que faz trilhas pequenas nos fins de semana basta ter um ou dois pares.

Mochila e proteção dos objetos

Para trilhas de um dia o ideal é uma mochila de ataque, leve e versátil, é uma parceira que topa qualquer parada. Normalmente, encontramos com o volume de carga de 20 a 40 litros, você encontra diversos modelos específicos em lojas de equipamentos para montanhismo, porém como no exemplo do calçado só invista em uma mochila de ataque se você for um praticante regular.

Preocupe-se em usar uma mochila pequena para carregar seus objetos. Não transporte as coisas nas mãos ou em sacolas. Algumas pessoas costumam levar uma muda de roupa extra para usar na volta caso elas se sujem ou molham durante o caminho. Uma mochila normal que aguente o volume e o peso do material necessário será suficiente para quem faz trilhas curtas e está iniciando.

Nunca se sabe quando aquela chuvarada vai aparecer, ainda que vc esteja sempre acompanhando a previsão é se certificando da mesma para toda região, então, guardar bem protegidos aqueles objetos que não podem molhar como aparelho de telefone, carteira, documentos, etc. Experimente colocar seus telefone e itens mais importantes dentro de um saco ziploc. Feche o saco bem e coloque dentro da sua mochila. Isso já lhe dará alguma proteção extra contra a chuva. E se você desejar uma proteção ainda maior procure pelos sacos estanque que podem ser adquiridos pela internet ou em qualquer loja de equipamentos esportivos.

Uma dica boa é sempre ter dentro da mochila os objetos acondicionados dentro de sacos estanque, até mesmo, para quando for atravessar um pequeno riacho e cair na água de “mala e cuia”.

O que levar?

No geral em passeios com a Pegada Ecoturismo você vai notar na página do evento a guia “O que levar”, ali você encontra a lista básica de itens que você deve levar para a atividade proposta que normalmente é:

  • Protetor labial e protetor solar.
  • Produtos de higiene pessoal.
  • Aconselhamos levar repelente.
  • Compartimento para lixo.
  • Leve roupa para banho de cachoeira, boné ou chapéu.
  • Lanterna de mão ou de cabeça pequenas e com pilhas reservas.
  • Celular (bom em situações de emergência – se possível mantenha desligado para poupar bateria).
  • Câmera para registrar o passeio.
  • Disposição e bom humor, esses são fundamentais.

E para finalizar aventureiro, para que sua atividade tenha o máximo de aproveitamento, bem-estar, o mínimo de esgotamento e contratempos pelo caminho, é necessário se planejar bem e escolher com cuidado com que vai iniciar suas atividades, seja com grupos independentes ou agências, alguns cuidados são primordiais, saiba mais em: Responsabilidade, conscientização e segurança no Ecoturismo

Com essas dicas esperamos que tenha uma excelente caminhada.

Nos últimos anos o ecoturismo tem crescido a taxas entre 15% e 20% no Brasil, segundo o Sebrae, muito acima do que outros segmentos do turismo, e mais ainda do que outros setores da economia. Isso foi afetado por uma série de motivos, mas sem dúvida, os principais foram a crescente busca por melhor qualidade de vida, além, claro, das redes sociais.

Neste crescimento do setor de turismo ecológico há cada vez mais pessoas iniciando em atividades ao ar livre, buscando por uma melhor qualidade de vida e bem-estar, o que aumenta a responsabilidade das empresas que estão no mercado, por conta do tipo de introdução que a empresa faz deste novo aventureiro ao ambiente natural.

Entendemos que esta introdução não é simplesmente levar o turista para fazer uma trilha pela primeira vez na vida, é preciso informar antes e conscientizar durante a atividade, para que depois da mesma se reflita em uma nova educação, de respeito para com o ambiente natural, todos os seres vivos encontrados pelo caminho e à sua própria vida.

A preparação antes para uma atividade ao ar livre é o primeiro passo para que no dia tudo ocorra bem e satisfaça suas expectativas.

Estar preparado é saber o que vai ou pode encontrar pelo caminho na aventura, mas também estar vestido de forma adequada e carregando equipamentos e alimentação adequados para sua segurança, conforto, saúde e para o mínimo impacto.

A Pegada Ecoturismo, por exemplo, envia antes de cada roteiro todas as informações necessárias para preparar o “ecoaventureiro”, seja ele experiente ou iniciante, preparamos também um e-book: Guia básico para trilheiros iniciantes com intenção de preparar, informar e conscientizar a respeito de atividades ao ar livre, entre outras informações, além do trabalho de conscientização realizado durante a atividade, através de seus condutores e guias locais.

Seguro e Segurança no Ecoturismo

O número de pessoas procurando e adquirindo pacotes de roteiros de ecoturismo tem aumentado consideravelmente, taxa muito maior do que o turismo convencional.

Essa demanda de pessoas interessadas no ecoturismo criou um novo nicho de mercado, as agências de ecoturismo, ou como algumas dizem, agências especializadas em “trips”, grupos, seja bate-volta ou com pernoite.

Essas agências ou grupos geralmente surgem nas próprias redes sociais, algumas poucas delas têm site, menos ainda são as possuem os marcos legais, como empresa aberta e cadastro no Ministério do Turismo, o famoso CADASTUR.

Neste contexto, chegamos a questão MAIS IMPORTANTE de tudo isso, a SEGURANÇA, que não pode ter este mesmo caráter informal, pelo menos deveria ser tratada com seriedade, mas não é bem o que se vê por aí.

Assim como na vida, onde dizem que são nos momentos difíceis que conhecemos os verdadeiros e bons amigos, em termos de prestação de serviços em viagens é a mesma coisa. Mas sugiro, não espere um momento difícil para saber o nível da empresa que você está contratando.

Por isso, antes de se aventurar por aí, é preciso saber quem de fato você está seguindo e como esta pessoa/agência está preparada para prevenção de acidentes ou caso “algo der errado”

  • Esta empresa está legalmente estabelecida?
  • Esta empresa utiliza alguma forma de monitoramento dos seus grupos?
  • Os guias/condutores/monitores possuem treinamento específico para atividade?
  • Os guias/condutores/monitores carregam kit de primeiros socorros?
  • A empresa possui um protocolo para caso “algo dê errado”?
  • A empresa possui algum seguro para caso “algo dê errado”?
  • Se possui seguro, este seguro cobre de fato a atividade que estará sendo executada?
  • Este seguro cobre somente morte ou também despesas médicas e odontológicas?

Estas perguntas são importantes a serem feitas antes de se aventurar por aí com qualquer empresa, pois o barato pode sair caro, e as consequências podem ser bem ruins.

Cabe a consciência de cada um sobre a quem vai confiar sua vida ao sair por aí se aventurando.

A Pegada Ecoturismo tem o compromisso de além de proporcionar a melhor experiência a seus clientes e ser uma empresa devidamente apta a atuar no mercado, trabalhar com protocolos e mecanismos de segurança que levem o turista de fato à uma AVENTURA SEGURA.

Aventureiros estão a maior parte do tempo ao ar livre e muitas vezes à mercê das condições climáticas, como a exposição ao sol, que nem sempre é aliado das aventuras. Sol demais pode trazer prejuízos ao corpo, e um desses problemas é a insolação e desidratação.

Explicaremos um pouco o que é isso, como prevenir, identificar e o que fazer quando o sol se torna um inimigo.

A insolação acontece quando a temperatura corporal aumenta muito e rapidamente, de modo que apenas o suor não dá conta de fazer o resfriamento do corpo.

O que causa a insolação

Ela é causada pela exposição direta e prolongada ao sol forte ou pela grande intensidade de calor. Ela normalmente inicia com um quadro de desidratação (pela perda de suor, sem a reposição adequada dos líquidos) e vai evoluindo para níveis mais sérios.

A insolação pode ser apenas leve ou chegar a situações graves, ocasionando inclusive perda de consciência e morte, se não houver intervenção médica para baixar a temperatura corporal e reidratar a vítima. Quanto antes identificado o problema, mais fácil o tratamento.

Sintomas de insolação

A vítima de insolação começa sentindo dor de cabeça, tontura, náusea e a pele quente. Logo depois, se não for tratada, o pulso acelera, a visão fica embaçada, a respiração vai ficando mais difícil e a pessoa geralmente desmaia. Em estado avançado de insolação, pode acontecer a perda de consciência, que pode levar à má oxigenação do cérebro, fazendo com que a pessoa possa ter lesões cerebrais irreversíveis. Confira abaixo os sintomas:

  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Tonteira
  • Náusea
  • Pele quente e seca (não há suor)
  • Pulso rápido
  • Temperatura elevada
  • Distúrbios visuais
  • Respiração rápida e difícil

Como prevenir insolação

  • Evite se expor ao sol no horário das 12h às 15h, que é considerado o período de sol mais forte.
  • Use filtro solar e reaplique de tempos em tempos de acordo com a indicação na embalagem. Isso evita as queimaduras.
  • Hidrate-se com água, isotônicos ou sucos. Um dos líquidos mais recomendados para hidratação é a água de coco, mas cuidado para não ingerir em excesso já que ela é um laxante natural.
  • Proteja a cabeça do sol usando bonés, bandanas e chapéus. Uma dica legal é manter a cabeça molhada. Se estiver com uma bandana, molhe ela, pois isso mantém mais baixa a temperatura da cabeça e dá uma sensação agradável.
  • Use roupas leves e soltas, nada que fique apertado no corpo, dificultando a transpiração e aumentando a sensação de calor.
  • Use óculos escuros para proteger a visão.

Tratamento da insolação

Caso seja identificado os sintomas de insolação, atenção às dicas abaixo. São todas bastantes simples e fáceis de serem executadas:

  • Mantenha a pessoa em repouso e recostada, com a cabeça sempre elevada.
  • Leve o aventureiro para um lugar fresco, na sombra, passe água pelo corpo e aplique compressas com água fresca na testa e principalmente nas articulações (pescoço, nas axilas e nas virilhas), para ajudar a baixar a temperatura.
  • Deixe a pessoa o mais arejada possível, removendo parte da sua roupa (se possível, deixar somente com roupas íntimas).
  • Faça a pessoa beber água, não muito gelada, nem em grandes quantidades. O ideal é uma água fresca, que deve ser bebida aos pouquinhos. Podem ser ingeridos outros líquidos também, como sucos ou isotônicos, mas nada de bebidas alcóolicas.
  • Se a temperatura corporal não diminuir e a pessoa não melhorar, procure ajuda médica com urgência. Não deixe que a situação se agrave ao ponto de ocorrer perda de consciência. Em casos graves, a pessoa pode sofrer até mesmo uma Parada Cardiorrespiratória (PCR), que poderá levar à morte.

Vale ressaltar que, mesmo que a vítima se sinta melhor, ela não poderá ficar novamente exposta ao sol pelo menos até o dia seguinte.

Desidratação

A desidratação acontece quando seu corpo não está recebendo a quantidade de água necessária. Ela pode ser causada por perda excessiva de líquidos (principalmente durante a realização de atividades físicas intensas ou excesso de calor) ou mesmo pela falta de ingestão de água.

A desidratação é classificada como leve ou grave, dependendo da quantidade de líquido que o corpo perdeu ou que não foi reposto.

O que causa desidratação

Há várias situações que podem levar a um quadro de desidratação. Em caso de aventuras e acampamentos, os mais comuns são: suor excessivo, vômitos e diarreia (esses dois últimos causados principalmente pela ingestão de água e alimentos inadequados).

Sintomas de desidratação

Desidratação leve

Sentir sede ou perceber que a boca está seca é um sinal de uma desidratação leve. Mas, na fase inicial de desidratação, nem sempre a pessoa sente sede, por isso é importante também estar atento a outros sintomas, como dor de cabeça, tonturas ou falta de vontade de urinar.

Desidratação grave

Quando o nível de desidratação piora e se agrava, a pessoa fica confusa, irritadiça e sua boca fica extremamente seca. Outros sintomas são pressão baixa, frequência cardíaca alta e falta de vontade de urinar por mais de oito horas ou ao ir ao banheiro, observar que a cor da urina está amarela escura ou até alaranjada. Em casos extremos, a pele se torna tão seca que, ao apertá-la, ela fica enrugada, a pessoa sente febre e começa a delirar. Em uma situação ainda mais grave, os rins (e outros órgãos) podem entrar em colapso e pode ocorrer perda de consciência, convulsões, coma e até a morte.
Tratamento da desidratação

A ingestão de água é geralmente suficiente para resolver a desidratação leve. É melhor ingerir quantidades pequenas de líquidos (usando uma colher de chá ou até mesmo uma gaze umedecida) do que dar goles grandes de uma vez só. Quando em uma situação de desidratação, a ingestão de uma grande quantidade de líquidos de uma só vez pode causar náusea e, assim, mais vômitos, agravando mais ainda a desidratação.

Além da ingestão de água, também é possível amenizar uma situação de desidratação com a ingestão de isotônicos (como Gatorade, Powerade etc.) que, além de água, possuem sais minerais e carboidratos e foram desenvolvidos especialmente para repor líquidos e sais minerais perdidos pelo suor durante a transpiração.

Soro caseiro e água de coco também são excelentes formas de repor líquidos. No entanto, uma observação muito importante sobre a água de coco é que, se ingerida em grande quantidade, pode levar o aventureiro a ter diarreia, já que ela também tem o poder laxante.

Fluidos intravenosos (soro hospitalar) e hospitalização são a melhor opção em caso de desidratação mais grave. Como sempre informamos em nossos artigos, é muito importante a busca médica, principalmente em casos mais graves, pois só uma pessoa habilitada poderá avaliar o real quadro clínico de uma pessoa com desidratação.

Mas o mais importante: se o aventureiro estiver em um local extremo ou isolado, já procure repor os líquidos aos primeiros sinais de desidratação, para que a situação não se agrave.

Como prevenir

  • Mesmo sem sede, beba líquidos diariamente, ainda que seja em quantidades pequenas, principalmente se estiver fazendo atividades físicas. No mínimo, um copo por turno, se você não estiver fazendo uma atividade de grande intensidade. Já se você estiver fazendo um trekking ou uma travessia de longa distância, beba constantemente. Procure beber não menos que 1,5 litro por dia, se estiver realizando atividades físicas, ou em uma situação de calor, aumente essa quantidade.
  • Pode-se levar uma garrafa de água e uma de isotônico ou água de coco e intercalar, bebendo um pouco de cada.
  • Além da água, boa parte do líquido que necessitamos vem de alimentos. Sendo assim, pausas para um pequeno lanche, como frutas por exemplo, também ajudam na prevenção da desidratação.
  • Esteja sempre controlando a quantidade de água que carrega, para não acontecer de ela acabar no meio da aventura. Além disso, procure carregar sempre consigo uma garrafinha de água extra, para ser usada apenas em situação de emergência.

Receita de soro caseiro

Esta medida é para um copo de água e as colheradas são baseadas nas colheres de cafezinho e de sobremesa.

  • 1 Copo de água (200 ml)
  • 1 Colher de cafezinho de sal
  • 2 Colheres de sobremesa de açúcar

O sol pode ser um grande amigo e ao mesmo tempo um grande inimigo dos aventureiros que realizam atividades ao ar livre portando fique ligado.

Bom, agora que já estão todos informados é só curtir o verão com muita responsabilidade e saúde!

É cada vez maior o número de pessoas que buscam o contato com a natureza, seja acampando ou praticando os esportes de aventura, as atividades outdoor são uma realidade.

Com esse aumento no número de praticantes todos os dias nos deparamos com notícias relativas à má atitude de determinadas pessoas em relação ao meio ambiente. Chega a ser meio óbvio falar que você não deve jogar lixo no meio da trilha, tratar bem as outras pessoas que estão passeando e se planejar para uma boa trilha. Acho que, por ser uma questão tão óbvia, muitas pessoas acabam não se importando em relação ao mínimo impacto em trilhas. Pessoas defecando próximo a leitos de rios, não enterrando suas fezes, fazendo fogueiras, poluindo visualmente o ambiente com suas pichações, tocando animais, alimentando, matando, adentrando em trilhas sem nenhum tipo de experiência ou sem os equipamentos adequados. Enfim, quantas vezes já nos deparamos com notícias relacionadas a esses mesmos assuntos?

É importante alertar a todos que só por estarmos em meio à natureza já estamos causando algum tipo de impacto, mas existem boas práticas que devemos adotar para tornar mínimo esse impacto e é sobre isso que vamos falar hoje.

A seguir, vamos apresentar 8 princípios de mínimo impacto em ambientes naturais:

  1. Planejamento é Fundamental

  • Entre em contato com a administração do parque para saber todos os requisitos e regulamentos para realizar a trilha.
  • Informe-se sobre as condições climáticas do local.
  • Procure viajar em pequenos grupos.
  • Escolha as atividades de acordo com seu condicionamento físico e seu nível de experiência. Tenha claro que os ambientes naturais oferecem condições não controladas e são dinâmicos podendo oferecer dificuldades e riscos pouco comuns para pessoas pouco preparadas.
  • Caso você não tenha experiência, não se arrisque. Entre em contato com empresas de ecoturismo da região e monitores ambientais.
  1. Você é responsável por sua segurança

  • O resgate em ambientes naturais é complexo e frequentemente os serviços médicos estão distantes, mantenha as informações médicas de cada integrante do grupo sempre à disposição.
  • Em caso de necessidade entre em contato com um funcionário do parque, informe-se se há sinal de celular na trilha, grave o número telefônico que os funcionários do parque fornecer.
  • Aprenda as técnicas básicas de segurança, como primeiros socorros e orientação.
  • Acidentes e agressões à natureza são causados por improvisações, negligência e uso inadequado de equipamentos. Tenha equipamento apropriado para cada situação e saiba utiliza-lo corretamente.
  • Leve os itens essenciais: lanterna, agasalho, capa de chuva, chapéu, um estojo de primeiros socorros, alimento, água, repelente e filtro solar.
  1. Cuide dos locais por onde passa

  • Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas. Não utilize atalhos, pois estes favorecem a erosão e a destruição da vegetação.
  • Ao percorrer uma trilha certifique-se que esses locais permaneceram como se ninguém houvesse passado por ali.
  1. Traga seu lixo de volta

  • Se você pode levar uma embalagem cheia pode traze-la vazia na volta.
  • Não enterre o lixo. Animais podem cavar e espalhá-lo.
  • Utilize as instalações sanitárias existentes. Caso a área não disponha, cave um pequeno buraco com quinze centímetros de profundidade longe de qualquer fonte de água, ou áreas de circulação.
  • Traga restos de alimentos, papeis e outros materiais higiênicos de volta.
  • Não use sabão de nenhum tipo nos rios e fontes de água.
  1. Deixe tudo em seu lugar

  • Resista à tentação de levar “lembranças” para casa.
  • Deixe pedras, artefatos, flores, frutos, conchas etc. onde você os encontrou.
  • Tire apenas fotografias.
  • Deixe suas pegadas e leve apenas suas memórias.
  1. Na faça fogueiras

  • Fogueiras matam o solo e a vegetação. Representam um grande risco de incêndios florestais.
  1. Respeite os animais e as plantas

  • Observe os animais à distância e não tente espanta-los ou pega-los. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça, provocando grande estresse.
  • Não alimente animais selvagens.
  • Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.
  1. Seja cortês com outros visitantes e com a população local

  • Caminhe em silêncio, preservando a tranquilidade e a sensação de harmonia com a natureza.
  • Trate os moradores da área com cortesia e respeito. Seja educado e comporte-se com cuidado para não ofende-los.
  • Aproveite para aprender algo sobre os hábitos e a cultura locais.
  • Prefira contratar os serviços locais de hospedagem, monitoria, transporte e outros serviços. Desse modo, você estará colaborando para que os recursos financeiros permaneçam na comunidade.
  • Deixe os animais de estimação em casa.
  • Prefira roupas e equipamentos de cores suaves ou neutras.

Se cada um colaborar com todos ou ao menos alguns dos princípios, poderá ser evitada a degradação do local, será mantida a harmonia do grupo e até mesmo a integridade física de cada um.

Texto baseado no Programa “Pega Leve” – Mínimo Impacto em Ambientes Naturais.

O Brasil é um país conhecido pelas suas belezas naturais, os rios e cachoeiras são uma atração à parte, mas o aumento do fluxo de pessoas por estes circuitos turísticos também acende um alerta para o risco de acidentes. Para aproveitar ao máximo o passeio, a Pegada Ecoturismo dá dicas que podem ajudar a fugir do perigo.

1 – Chinelos de dedo

É como dizem: “Quem nunca entrou com o chinelo de dedo dentro de uma cachoeira, e a correnteza levou um dos seus chinelos, não sabe o que é ficar chateado. ”
A questão é que entrar ou andar próximo à cachoeiras com os chinelos de dedo vai além de simplesmente perder o chinelo, eles escorregam nas pedras pois não dão firmeza nenhuma aos pés, assim como na pedra e podem aprontar um tombo de uma hora para outra sem contar que agarram na lama, o que pode facilitar uma queda. Prefira uma sapatilha emborrachada (para rios e cachoeiras) que são calçados com solado próprio para água ou calçados que firmem bem nos seus pés e oferecem atrito.

2 – Brincadeiras na Cachoeira

Não participe ou promova brincadeiras de empurrar ou dar tombo em colegas, com esse tipo de brincadeira você corre o risco real de colocar a sua vida e a vida de alguém em risco. Em uma dessas brincadeiras o colega pode cair de mau jeito e é problema na certa. Faça brincadeiras saudáveis e divirta-se com responsabilidade, sempre respeitando o outro.

3 – Consumo de bebidas alcoólicas ou entorpecentes

Quando estamos nas cachoeiras e até mesmo em uma trilha você precisa estar no melhor do seu juízo para tomar decisões acertadas, medir seus passos com precisão e controlar bem seu corpo. O álcool compromete a razão é a percepção de perigo. Faz-se coisas das quais não é possível lembrar depois. E várias delas causam constrangimento, vergonha ou, o que é pior, podem ser fatais. Portando bebidas só depois do passeio!

4 – Cachoeira em dias de chuva

As águas podem vir mais fortes em dias chuvosos e deixar as cascatas mais pesadas e as pedras mais lisas do que o habitual, sem contar que a visibilidade da água diminui e existe risco de troncos e pedras soltas no fundo e cipó. Cuidado com a famosa “cabeça d’água”, conhecida popularmente como tromba d’água, mesmo com dia lindo elas podem chegar ao local onde você está, vindas de outras regiões onde caiu chuva pesada. Evite cachoeiras em dias de chuva.
Escrevemos um artigo completo sobre o assunto, não deixe de conferir no link: Em época de chuvas, trilhas e cachoeiras são mais perigosas.

5 – Sinalização do local

Locais mais perigosos costumam ter sinais de alerta. Para ter um passeio com segurança é importante que todos respeitem a sinalização e evitem o banho nestes lugares, elas não estão lá por acaso. Fique atento!

6 – Mergulho

Na hora do mergulho, é importante ir com cautela e observar a profundidade desses ambientes naturais. Cachoeiras costumam ter obstáculos mais discretos e que muitas vezes não são vistos. Mesmo que conheça o local há anos, as águas se movimentam com frequência, trocando pedras de lugar, abrindo buracos em pontos que não existiam, além de trazer outros entulhos desconhecidos para a água, causando não só afogamentos, como acidentes graves. Entre na água com cautela.

7 – Crianças na Cachoeira

Se vai com a família, deixe as crianças na supervisão de um adulto. Elas são aventureiras, curiosas e gostam de explorar o novo, sem entender o real perigo que esses ambientes representam. Não tire os olhos delas.

8 – Obstáculos naturais

Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos e se possível, caminhe usando as mãos também. São diversos obstáculos que podem causar tropeços e tombos e nos piores casos, machucados. Rochas e raízes são arrastadas pelas correntes e ficam no fundo do rio, podendo atrapalhar o trajeto dos mais desatentos. A dica é antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar seu peso todo sobre o apoio, seja uma pedra, um tronco ou um galho.

9 – Temperatura da água

Quando ela for gelada demais, opte por entrar aos poucos, pois a diferença de temperatura entre a água e o seu corpo pode provocar câimbras em seus músculos. Se o local em que o banhista estiver for profundo, isso pode aumentar o risco de afogamento.

10 – Guia e informações sobre a região

A visita à uma cachoeira deve ser precedida por uma profunda pesquisa sobre a região. É ela que vai permitir que você avalie se o local é adequado para passeio e fique atento aos perigos encontrados lá e ao longo do caminho.
Uma dica importante para esse momento é ir sempre acompanhado de alguém que conheça o caminho, um guia ou em segundo caso conversar com outras pessoas que já estiveram na cachoeira, para saber que tipo de experiência elas tiveram no lugar e, assim, poder se preparar melhor.

Cuide de sua segurança, respeite as pessoas, preserve a natureza acima de tudo. Leve sacolas plásticas para colocar o lixo e retorne com elas, não suje o local e respeite o meio ambiente, afinal, é essencial.

Gostou das nossas dicas para aproveitar o passeio na cachoeira? Então não deixe de compartilhar com seus amigos, informação é fundamental.

O termo Estrada Real refere-se aos caminhos trilhados pelos colonizadores durante a descoberta do ouro no estado de Minas Gerais.

No Brasil, o nome “Estrada Real” refere-se a qualquer via terrestre que, à época do Brasil Colônia, era percorrida no processo de povoamento e exploração econômica de seus recursos, em articulação com o mercado internacional.

A Estrada Real é a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Hoje, ela resgata as tradições do percurso valorizando a identidade e as belezas da região.

A sua história surge em meados do século 17, quando a Coroa Portuguesa decidiu oficializar os caminhos para o trânsito de ouro e diamantes de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. As trilhas que foram delegadas pela realeza ganharam o nome de Estrada Real.

Com o objetivo de preservar este patrimônio histórico, foi criado um projeto em 2001 para transformação dessa estrada em ponto turístico. Ao todo são 177 cidades no entorno da Estrada Real, sendo 162 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 7 em São Paulo.

Conhecer a Estrada Real é reviver a história descobrindo lugares inesquecíveis. Cercado por montanhas e muita cultura, o complexo reúne uma série de atrativos para turistas que passam pela região. A Estrada Real é formada por quatro caminhos:

Caminho Velho

Também chamado de Caminho do Ouro, foi o primeiro trajeto determinado pela Coroa Portuguesa e liga Ouro Preto a Paraty.

Caminho Novo

Criado para servir como um caminho mais seguro ao porto do Rio de Janeiro, principalmente porque as cargas estavam sujeitas a ataques piratas na rota marítima entre Paraty e Rio.

Caminho dos Diamantes

O caminho tinha a intenção de conectar a sede da Capitania, Ouro Preto, à principal cidade de exploração de diamantes, Diamantina.

Caminho Sabarabuçu

Distrito de Ouro Preto, o lugar é cercado por esplêndidas paisagens de montanha e lendas que permeiam o imaginário popular.

Além das belezas das paisagens, a Estrada Real mostra uma parte importante da história do Brasil.

As rotas da Estrada Real estão intimamente ligadas à própria história do Brasil e quem percorrê-la terá a chance de levar na bagagem séculos de lutas, conquistas e descobertas que foram fundamentais para o desenvolvimento do país.

A Estrada Real te espera. Arrume as malas e boa viagem!