Pouco mais de três anos depois do desastre de Mariana, do qual Minas Gerais ainda luta para se recuperar, mais um rompimento de barragem da mineradora Vale assombra o país.

A Pegada Ecoturismo se solidariza com a população de Brumadinho e os familiares das vítimas. A dor do nosso semelhante também nos dói. Sentimos a angústia, o medo, a revolta, a indignação e a dor da perda de todos que perderam seus entes queridos ou que ainda não sabem o que ocorreu com eles.

Impactos ambientais

O impacto ambiental causado pela enxurrada de lama após o rompimento da barragem da Vale na Mina do Córrego do Feijão, “será sentido por anos”, advertiu a ONG World Wildlife Foundation (WWF).

“Aproximadamente 125 hectares de florestas foram perdidos, o equivalente a mais de um milhão de metros quadrados, ou 125 campos de futebol”, indica o relatório divulgado quatro dias depois de que uma enxurrada de lama e rejeitos atingiu instalações da Vale, casas e veículos em Brumadinho, deixando até agora 84 mortes confirmadas, 42 corpos identificados e 276 desaparecidos, segundo o último boletim do Corpo de Bombeiros.

Em virtude da grande quantidade de rejeitos e da velocidade em que foram liberados, a lama destruiu grande parte da vegetação local e causou a morte de diversas espécies de animais. É importante salientar que a região abrigava uma grande área remanescente da Mata Atlântica, um bioma com grande biodiversidade. Houve, portanto, uma enorme perda.

Os rejeitos da mineração atingiram ainda o rio Paraopeba, que é um dos afluentes do Rio São Francisco. A grande quantidade de lama torna a água imprópria para o consumo, além de reduzir a quantidade de oxigênio disponível, o que desencadeia grande mortandade de animais e plantas aquáticas. Em relação ao Rio São Francisco, a expectativa é de que a lama seja diluída antes de atingi-lo.

Devido à grande quantidade de lama que foi depositada na região, o solo terá sua composição alterada, o que pode prejudicar o desenvolvimento de algumas espécies vegetais. Além dessa alteração, quando a lama seca forma uma camada dura e compacta que também afeta a fertilidade do solo.

Desde que começou o vazamento, a Vale advertiu que a tragédia teria um maior custo humanitário que ambiental em comparação com o provocado pelo rompimento da barragem de Fundão, no município de Mariana, em novembro de 2015, que deixou 19 mortos e chegou ao mar, a 660 km de distância, pelo leito do Rio Doce.

A WWF considera que ainda é cedo para fazer tais afirmações, dado que não se sabe quando os sedimentos mais finos se dissolverão.

Paula Hanna Valdujo, especialista em conservação da ONG, opina que “serão necessários estudos mais detalhados para entender a intensidade deste impacto e até onde se estende”.

Como o ecoturismo contribui com a preservação da natureza

O ecoturismo tem potencial de crescimento de 20% ao ano no mundo segundo a OMT(Organização Mundial de Turismo) e, se feito com consciência e responsabilidade, contribui muito para a preservação dos recursos naturais.

Em tempos de enormes tragédias ambientais como a de Mariana e Brumadinho, desmatamento, ataques à camada de ozônio e exploração de recursos naturais, dentro de uma sociedade com um sistema econômico que visa o lucro acima de qualquer outra coisa, não é novidade que a natureza tenha sofrido as consequências das mais variadas formas de exploração do meio ambiente.

Nesse cenário de destruição da natureza, o ecoturismo é o setor econômico que cada dia mais depende dos valores morais e éticos para sobreviver. A preocupação com respeito ao meio ambiente e a segurança dos turistas é fundamental para o fortalecimento da atividade.

Mais do que oferecer um contato próximo com o meio-ambiente e criar a possibilidade de se conhecer locais de preservação ambiental, o ecoturismo ajuda a preservar a natureza do local através dos recursos captados com o próprio turismo. Além disso, o ecoturismo acaba gerando melhorias para a comunidade do local já que atrai turistas, o que incentiva a economia do local e o mais importante de tudo, conscientiza sobre a importância da preservação da natureza.

A vantagem do ecoturismo é que a “exploração” do local ocorre de forma harmônica, respeitando a natureza e as formas de vida do lugar e conscientizando os turistas da importância de se conviver com a natureza de forma respeitosa, sem retirar recursos desnecessários, poluir ou estragar o local. É um modo de desenvolvimento sustentável que busca aumentar o contato do turista com a natureza e ao mesmo tempo conscientizar da importância de preservar aquele local para que ele continue existindo.

O meio ambiente depende de nós e o ecoturismo precisa escrever uma história coerente, na qual a cultura local deve ser valorizada e respeitada. É preciso disseminar os conceitos de turismo responsável, sustentável, ecológico ou como queira chamar, antes que acabe com este potencial existente e não reste mais nada pelo que lutar e preservar.

O Passaporte Estrada Real é uma iniciativa do Instituto Estrada Real. Um documento no qual o viajante vai registrar sua passagem pelos Caminhos da Estrada Real, por meio de carimbos iconográficos, nos pontos credenciados. E, completando qualquer dos percursos, terá direito a um Certificado que atestará a sua passagem pelo caminho escolhido.

O certificado é dado ao viajante que conseguir passar pelo menos em:

  • Caminho dos Diamantes: 10 carimbos
  • Caminho Novo: 8 carimbos
  • Caminho Velho: 14 carimbos
  • Caminho do Sabarabuçu: 04 carimbos

Confira (aqui) todos os detalhes e regras sobre o Passaporte Estrada Real.

O passaporte é gratuito, mas é necessário levar 1 Kg de alimento não perecível ou uma peça de roupa para ser doada a uma instituição de caridade.

O passaporte da Estrada Real é individual e se estiver viajando em grupo, cada um deve solicitar o seu passaporte.

Com um único passaporte é possível percorrer os Caminhos Velho, Novo, dos Diamantes e Sabarabuçu.

Como posso solicitar o meu Passaporte?

O passaporte da Estrada Real pode ser solicitado pelo site do Instituto Estrada Real, clique (aqui) para acessar a página e preencher o formulário. Após o preenchimento do formulário, você tem até 60 dias para retirá-lo em um dos pontos de distribuição.

Aonde devo retirar o meu Passaporte e Certificado?

O passaporte e o certificado podem ser retirados nas seguintes cidades: Ouro Preto, Paraty, Petrópolis, Tiradentes, Cocais, Diamantina. Um detalhe importante é que o certificado não pode ser retirando em Tiradentes, em Tiradentes você tem a opção de retirar apenas o Passaporte.

Onde posso carimbar o Passaporte Estrada Real

Os carimbos são a prova de que você passou por determinada cidade. Durante o percurso, você encontrará diversos Pontos de Carimbo espalhados por algumas cidades que fazem parte do Caminho, normalmente os postos são nos Centros de Informação Turística mas também podem estar em hotéis ou restaurantes. Mas lembre, que para completar o passaporte, só será aceito um carimbo por cidade. Portanto, conheça bem cada cidade, explore os Pontos de Carimbo e escolha o seu preferido para registrar sua aventura.

Um pouco sobre a Estrada Real

A Estrada Real é considerada a maior rota turística do país, com mais de 1.630 km de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Surgiu em meados do séculos 17, quando a Coroa Portuguesa oficializou os caminhos para transitar com ouro e diamante de Minas até os portos no Rio de Janeiro. E por serem trilhas delegadas pela realeza, ganhou o nome de Estrada Real.

A Estrada Real busca a valorização da identidade e belezas da região, além de resgatar suas tradições.

Quais os Caminhos percorridos na Estrada Real?

Caminho dos Diamantes: Conexão entre Ouro Preto e Diamantina passando pelas cidades: Diamantina, Serro, Mariana e Ouro Preto.

Caminho Novo: Alternativa para o Caminho Velho, mais curto e de fácil acesso. Cidades: Lavras Novas, Juiz de Fora, Paraíba do Sul, Petrópolis.

Caminho Velho: Liga o interior de Minas ao litoral do Rio. O caminho velho possui mais de 585 km de estrada de terra. Uma ótima opção para quem gosta de aventura! Cidades: Tiradentes, São João Del Rey, Caxambu, Paraty.

Caminho do Sabarabuçu: Rota alternativa para alcançar o topo da Serra da Piedade com 77,5% de estrada de terra e 22,5% de trilha. Cidades: Cocais – Distrito de Barão de Cocais, Caeté, Sabará e Glaura – conhecida como Casa Branca.

Quer saber mais detalhes sobre o Passaporte, os Caminhos e roteiros da Estrada Real?

Visite o (site) Instituto Estrada Real e saiba mais.