O chamado ecoturismo é um seguimento de atividade que, em primeiro lugar, promove o reencontro do homem com a natureza de forma a compreender os ecossistemas que mantêm a vida. As atividades são desenvolvidas através da observação do ambiente natural, através da transmissão de informações e conceitos ou através da simples contemplação da paisagem.

No turista, este processo auxilia no desenvolvimento da consciência da própria existência em equilíbrio na natureza, visando ainda a manutenção da qualidade de vida das gerações atuais e futuras. Este aprendizado permite que o turista tenha a possibilidade de transformar e renovar seu comportamento cotidiano. A realidade urbana com a qual o turista convive rotineiramente, passa a ser questionada gerando reflexões sobre poluição destes grandes centros, manutenção de áreas verdes, destinação e reciclagem de lixo e qualidade de vida. Objetiva-se, assim, a incorporação e tradução destas reflexões na forma de comportamento e posturas no seu ambiente de origem.

Neste crescimento do setor de turismo ecológico há cada vez mais pessoas iniciando em atividades ao ar livre, buscando por uma melhor qualidade de vida e bem-estar, o que aumenta a responsabilidade das empresas que estão no mercado, por conta do tipo de introdução que a empresa faz deste novo aventureiro ao ambiente natural.

Entendemos que esta introdução não é simplesmente levar o turista para fazer uma trilha pela primeira vez na vida, é preciso informar antes e conscientizar durante a atividade, para que depois da mesma, reflita em uma nova educação, de respeito para com o ambiente natural, todos os seres vivos encontrados pelo caminho e à sua própria vida.

Por isso que a Pegada Ecoturismo existe. Para proporcionar experiências incríveis junto à natureza e ORIENTAR, educar, contribuir com boas práticas, com CONSCIÊNCIA de riscos e quanto um “desafio” sem experiência pode custar caro. Ou até mesmo a VIDA! Por isso VALORIZAMOS e buscamos valorização deste mercado de ecoturismo, dos profissionais que trabalham no meio, com profissionalização e foco na SEGURANÇA. Brasileiro precisa confiar, respeitar e assim, fomentar o crescimento do segmento no país.

É preciso promover programas sérios e infra-estrutura segura e profissional, oferecendo e praticando a educação ambiental de forma multidisciplinar com guias e condutores especializados. O desenvolvimento de roteiros e programas diferenciados a vários tipos de ambientes, associadas à transmissão de informações e conceitos, levam com relativa facilidade ao aprendizado. Mas o grande legado deixado no turista é a compreensão e a consciência da importância de se preservar o ambiente natural, a história e a cultura dos lugares de visitação.

Contato com a natureza traz benefícios a saúde e são essenciais para o crescimento da criança. Atualmente muitos fatores externos contribuem para que as crianças cresçam em um mundo distante do contato com o que é natural.

No Brasil, mais de 80% da população vivem em cidades e quase metade não se sente segura na cidade em que mora. Nos centros urbanos as crianças passam 90% do tempo em lugares fechados, 40% das crianças brasileiras passa uma hora ou menos brincando ao ar livre.

Os hábitos e atividades na infância mudaram muito nos últimos anos por conta de nossas vidas estarem tão enclausuradas entre quatro paredes em casa, na escola e trabalho. Quintal e jardim já não são tão comuns assim e cada vez mais fica mais difícil o acesso a parques, gramados, riachos e o contato com a natureza.

Em meio à uma era tecnológica é difícil não encontrar hoje uma criança conectada a celulares, tablets e notebooks. Por mais que tal comportamento tenha se tornado cada vez mais comum, é importante fazer o questionamento se o uso do equipamento eletrônico está fazendo bem ao pequeno ou se está apenas roubando-lhe o tempo.

Entramos e saímos de “caixas” carro, escola, casa, prédio. Some-se a isso, o maior tempo gasto na frente das telas eletrônicas. Mas se nos tornamos cada vez mais conectados e temos pouco acesso à natureza, devemos ficar atentos aos problemas que os eletrônicos podem trazer e especialmente como afetam a criança e seu desenvolvimento.

A gente sabe que criança precisa de vitamina “S”. Aquela do “S” de sujeira, de terra, de contato com a natureza e com o meio ambiente!

Há quem acredite que a globalização não interfira no crescimento de uma criança, mas qualquer distância que ela tiver da natureza pode ser prejudicial à saúde. Acredite.

O fato das crianças viverem “emparedadas”, em uma rotina em que ela fica fechada e consista apenas em ir para casa, escola e shopping, por exemplo, pode causar sérios problemas.

Mas, mais importante do que ressaltar como pode ser prejudicial a falta da natureza no cotidiano de uma criança, é preciso apontar quantos benefícios o contato com o meio ambiente pode trazer e ajudar no crescimento. Os benefícios variam de acordo com a idade, mas em contato com a natureza a criança desenvolve o brincar mais criativo e autêntico e descobre dentro de si o que a motiva.

O simples fato da criança brincar ao ar livre jardins, quintais e parquinhos, por exemplo, pode trazer melhorias em aspectos físicos, desenvolvendo capacidades motora, mentais, emocionais e até espirituais, por perceberem que fazem parte de algo maior.

Estar em comunhão com o meio ambiente e entender o que ele significa pode trazer tranquilidade e inspiração para os pequenos. A natureza é o espaço de pertencimento da criança, é ali que ela vai explorar os sentidos, descobrir o novo, aprender brincando e observando e evoluir como ser humano.

Mas para a criança desenvolver o gosto por brincar na natureza, ela precisa receber um estímulo. Os pais são referência e por isso precisam inspirar no filho, essa admiração pela natureza, por brincar ao ar livre. Desta forma nascerá a paixão na criança e o respeito pelos bens naturais.

Só é preciso um esforço dos pais para fazer pequenas mudanças e incluir tempo ao ar livre na rotina das crianças. Leve o seu filho para fazer uma trilha, conhecer uma cachoeira, observar as aves. Inclua o pequeno em atividades em contato com o meio ambiente. Esse contato desperta o lado bom nas crianças, traz conhecimento e estimula o tato, audição e visão, acalma a criança e só traz benefícios.

Além da natureza ser importante para a saúde da criança, a criança é essencial para a saúde da natureza. Afinal, elas são como sementes que, no futuro, germinarão e florescerão. Por isso, desde pequenos, precisam compreender o papel do meio ambiente na vida cotidiana. Desta forma, irão cuidar, proteger e preservar todos os bens naturais e garantirão o próprio bem-estar.

Criança não é feita para ficar parada, criança gosta de correr e de liberdade. Aos adultos, basta apenas permitir que esse encontro aconteça. Todos ganham: a criança, a sociedade e nosso planeta.

É bom lembrar que isso também é excelente para adultos, passar um tempo em contato com a natureza, fazendo caminhadas ao ar livre é ótimo para todos. Não é necessário se livrar de todo tipo de tecnologia e se mudar para o campo para cuidar melhor dos pequenos. Investir em um pouco mais em atividades ao ar livre já é suficiente para cumprir essa missão.

Calçadas cheias, vias abarrotadas de veículos. O caos do trânsito resplandece entre os prédios a perder de vista. A cada nova esquina, outdoors do tamanho de trens ocupam os olhos. A vista cansada clama por horizonte. A alma suplica um pouco de paz. Há anos que o ser humano se perdeu no meio urbano. Também há anos que busca no retorno à natureza um pouco de paz para seguir os dias.

A correria do dia a dia, o estresse e a rotina, podem deixar nosso corpo e mente prejudicados. Muitas vezes o cansaço deixa de ser apenas mental e passa a ser físico, trazendo doenças como um aviso do corpo que quer te dizer: vá com calma!

A confusão da cidade com os barulhos, problemas e a correria, acaba afastando a qualidade de vida das pessoas, não importa a quantidade de dinheiro que elas possuem. Isso pode trazer muito estresse, e já sabemos os males e as doenças que o estresse pode causar. Nessas horas, uma caminhada na natureza pode melhorar bastante a sua saúde mental, emocional e física.

Muitas pessoas já se deram conta disso e procuram atividades ao ar livre, para estar em contato com a natureza e mandar embora o estresse. O que pouca gente sabe é do poder de uma simples caminhada na natureza!

A busca da sintonia com a natureza como forma de equilíbrio, remonta a épocas anteriores a ciência. Na história, poetas e filósofos buscavam formas de explicar o que hoje a ciência já comprova: A natureza é sim o que de mais purificador – e nutritivo – há para a mente, o corpo e a alma.

David Strayer, psicólogo cognitivo e pesquisador da Universidade de Utah, apoiado por hipóteses próprias dos efeitos biológicos do exercício da contemplação, obteve, por meio de um aparelho portátil de eletroencefalografia, resultados clínicos de que a natureza tem papel fundamental na qualidade de vida. “No terceiro dia no mato, os meus sentidos passam por uma recalibração – e começo a sentir aromas e a ouvir sons que antes eu não era capaz de notar”, relata Strayer.

Desafiados a deixar a rotina e permanecer por três dias em contato com a natureza, um grupo de estudantes realizou uma série de testes de criatividade. O aumento significativo de 50% de acertos nos testes, quando comparados aos realizados dentro da universidade, não se deram por acaso. Segundo Strayer, o efeito dos três dias funciona como uma limpeza no para-brisa mental. Ao diminuir o ritmo de nossas atividades, entramos em um estado contemplativo, o que nos permite admirar a beleza ao nosso redor. Não só nos sentimos renovados, como também ocorre uma melhora em nosso desempenho mental.

Quando estamos focados em ações do dia a dia, o nosso cérebro utiliza o córtex pré-frontal ao que os pesquisador chamam de atenção prolongada. Ao estar em um ambiente natural, com a mente livre e o semblante leve, nosso cérebro reduz o ritmo, descansando este córtex. Este descanso funciona como uma pausa, agindo de maneira saudável ao pensamento.

Na Inglaterra, investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Exeter executaram uma pesquisa relacionada a saúde mental de 10 mil moradores, na qual constataram que aqueles que viviam próximos a áreas verdes se queixavam menos de doenças mentais. Na Holanda, em 2009, uma equipe de pesquisadores contatou que moradores que viviam a menos de mil metros de áreas verdes, possuíam uma incidência menor de 15 doenças, entre elas depressão, diabetes, enxaqueca, asma e cardiopatias.

Caminhar no meio da mata proporciona ao nosso corpo uma queda de até 16% no hormônio do estresse. “As pessoas tendem a subestimar o efeito benéfico de passar um tempo com a natureza”, afirma a psicóloga canadense Lisa Nisbet. “Não consideramos isso como uma maneira de aumentar a satisfação. Nesse sentido, pensamos antes em outras coisas, como sair às compras ou assistir TV.

Desconecte-se e desapegue do hábito ou vício eletrônico.

Desligue a TV. Vá menos ao shopping. Faça aquilo que transporte a sua alma para um lugar melhor. Contemplar a natureza tem um custo baixo. Baixíssimo. Não possui contraindicações, é benéfico para a saúde e requer de nós o mais simples: nos permitir.

Precisamos tirar um fim de semana de vez em quando, ou ao menos um dia, para estarmos inertes na natureza e respirar ar puro. Aproveitar e absorver tudo o que ela tem para oferecer: os sons, a paz, a energia, a tranquilidade, os animais… Admirar o pôr do sol do alto de uma montanha, com um tapete de nuvens cobrindo o vale. Vislumbrar a natureza de cima, percorrer horas de trilhas com inúmeros obstáculos, sentir a brisa leve e o sentimento de objetivo alcançado, os cantos dos pássaros, as folhas das plantas, tudo funciona como um purificador da alma. Isso vai renovar as suas energias e te deixar pronto para mais uma semana de trabalho. E o mais importante: aumenta sua saúde e qualidade de vida.

Todos nós precisamos de uma pausa em algum momento, e não há forma melhor de fazer isso do que se distanciando um pouco da rotina.

Viajar é uma das melhores formas de desconectar, viver o momento presente e aproveitar tudo o que está a nossa volta.

O Brasil é um país conhecido pelas suas belezas naturais, os rios e cachoeiras são uma atração à parte, mas o aumento do fluxo de pessoas por estes circuitos turísticos também acende um alerta para o risco de acidentes. Para aproveitar ao máximo o passeio, a Pegada Ecoturismo dá dicas que podem ajudar a fugir do perigo.

1 – Chinelos de dedo

É como dizem: “Quem nunca entrou com o chinelo de dedo dentro de uma cachoeira, e a correnteza levou um dos seus chinelos, não sabe o que é ficar chateado. ”
A questão é que entrar ou andar próximo à cachoeiras com os chinelos de dedo vai além de simplesmente perder o chinelo, eles escorregam nas pedras pois não dão firmeza nenhuma aos pés, assim como na pedra e podem aprontar um tombo de uma hora para outra sem contar que agarram na lama, o que pode facilitar uma queda. Prefira uma sapatilha emborrachada (para rios e cachoeiras) que são calçados com solado próprio para água ou calçados que firmem bem nos seus pés e oferecem atrito.

2 – Brincadeiras na Cachoeira

Não participe ou promova brincadeiras de empurrar ou dar tombo em colegas, com esse tipo de brincadeira você corre o risco real de colocar a sua vida e a vida de alguém em risco. Em uma dessas brincadeiras o colega pode cair de mau jeito e é problema na certa. Faça brincadeiras saudáveis e divirta-se com responsabilidade, sempre respeitando o outro.

3 – Consumo de bebidas alcoólicas ou entorpecentes

Quando estamos nas cachoeiras e até mesmo em uma trilha você precisa estar no melhor do seu juízo para tomar decisões acertadas, medir seus passos com precisão e controlar bem seu corpo. O álcool compromete a razão é a percepção de perigo. Faz-se coisas das quais não é possível lembrar depois. E várias delas causam constrangimento, vergonha ou, o que é pior, podem ser fatais. Portando bebidas só depois do passeio!

4 – Cachoeira em dias de chuva

As águas podem vir mais fortes em dias chuvosos e deixar as cascatas mais pesadas e as pedras mais lisas do que o habitual, sem contar que a visibilidade da água diminui e existe risco de troncos e pedras soltas no fundo e cipó. Cuidado com a famosa “cabeça d’água”, conhecida popularmente como tromba d’água, mesmo com dia lindo elas podem chegar ao local onde você está, vindas de outras regiões onde caiu chuva pesada. Evite cachoeiras em dias de chuva.
Escrevemos um artigo completo sobre o assunto, não deixe de conferir no link: Em época de chuvas, trilhas e cachoeiras são mais perigosas.

5 – Sinalização do local

Locais mais perigosos costumam ter sinais de alerta. Para ter um passeio com segurança é importante que todos respeitem a sinalização e evitem o banho nestes lugares, elas não estão lá por acaso. Fique atento!

6 – Mergulho

Na hora do mergulho, é importante ir com cautela e observar a profundidade desses ambientes naturais. Cachoeiras costumam ter obstáculos mais discretos e que muitas vezes não são vistos. Mesmo que conheça o local há anos, as águas se movimentam com frequência, trocando pedras de lugar, abrindo buracos em pontos que não existiam, além de trazer outros entulhos desconhecidos para a água, causando não só afogamentos, como acidentes graves. Entre na água com cautela.

7 – Crianças na Cachoeira

Se vai com a família, deixe as crianças na supervisão de um adulto. Elas são aventureiras, curiosas e gostam de explorar o novo, sem entender o real perigo que esses ambientes representam. Não tire os olhos delas.

8 – Obstáculos naturais

Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos e se possível, caminhe usando as mãos também. São diversos obstáculos que podem causar tropeços e tombos e nos piores casos, machucados. Rochas e raízes são arrastadas pelas correntes e ficam no fundo do rio, podendo atrapalhar o trajeto dos mais desatentos. A dica é antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar seu peso todo sobre o apoio, seja uma pedra, um tronco ou um galho.

9 – Temperatura da água

Quando ela for gelada demais, opte por entrar aos poucos, pois a diferença de temperatura entre a água e o seu corpo pode provocar câimbras em seus músculos. Se o local em que o banhista estiver for profundo, isso pode aumentar o risco de afogamento.

10 – Guia e informações sobre a região

A visita à uma cachoeira deve ser precedida por uma profunda pesquisa sobre a região. É ela que vai permitir que você avalie se o local é adequado para passeio e fique atento aos perigos encontrados lá e ao longo do caminho.
Uma dica importante para esse momento é ir sempre acompanhado de alguém que conheça o caminho, um guia ou em segundo caso conversar com outras pessoas que já estiveram na cachoeira, para saber que tipo de experiência elas tiveram no lugar e, assim, poder se preparar melhor.

Cuide de sua segurança, respeite as pessoas, preserve a natureza acima de tudo. Leve sacolas plásticas para colocar o lixo e retorne com elas, não suje o local e respeite o meio ambiente, afinal, é essencial.

Gostou das nossas dicas para aproveitar o passeio na cachoeira? Então não deixe de compartilhar com seus amigos, informação é fundamental.